Grupo vai discutir poluição sonora em Londrina
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
A Câmara de Vereadores de Londrina criou ontem um Grupo Permanente de Discussão sobre a Poluição Sonora na cidade. A intenção é estabelecer medidas que satisfaçam, principalmente, os comerciantes e seus vizinhos. Participarão representantes do Executivo, Legislativo, Ministério Público, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), polícias Militar e Civil, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Norte do Paraná (Unopar), proprietários de bares e casas noturnas e associações de moradores.
O primeiro encontro desse grupo acontecerá no próximo dia 18, às 14 horas, na Câmara Municipal. A pauta será a discussão das propostas levantadas ontem durante a audiência pública. Entre elas estão: a revisão de alguns pontos da lei municipal que trata do assunto; a obediência a ela; o estabelecimento de um novo limite sonoro; mais rigor na expedição de alvarás de funcionamento; aumento da fiscalização após às 22 horas; ronda permanente da PM; liberação de mais áreas públicas para estacionamento à noite e proibição de música e venda de bebidas alcóolicas em postos de combustíveis.
Na opinião da professora da UEL, Janete El Haouli, a solução da poluição sonora vai além da legislação. Segundo ela, é fundamental que as pessoas saibam o mal que o excesso de som pode causar à saúde. Ela defende a educação ambiental e a execução de uma campanha pública.
A promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, acredita que a lei municipal é muito rigorosa e deve ser alterada para ser legalmente praticável. Para o presidente da Associação dos Moradores do Alto do Igapó, Everton Cambussu, a solução é o cumprimento da lei que, conforme ele, não é seguida por nenhum estabelecimento.


