Grupo vai a Lerner para discutir Cadeia
Grupo vai a Lerner para discutir Cadeia
Lucília Okamura
Londrina
Uma comissão formada por representantes de várias entidades de Londrina irá conversar pessoalmente com o governador Jaime Lerner para cobrar a construção imediata da Cadeia Pública. A decisão foi tomada ontem de manhã, durante reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), para discutir a superlotação dos distritos policiais e, consequentemente, a falta de segurança no Município.
Organizada pela Acil e pelo Conselho Comunitário de Segurança, a reunião contou com promotores, juízes, delegados, Polícia Militar e representantes de várias entidades, como Comissão de Direitos Humanos e Pastoral Carcerária. Depois de duas horas de debate, eles chegaram à conclusão de que é preciso falar diretamente com o governador. Por várias vezes já conversamos com o secretário de Segurança Pública (Cândido Martins de Oliveira) e percebemos que até agora o processo de construção está lento, observa o presidente da Acil, Abílio Medeiros Júnior.
Bater na mesma tecla, conversando com o secretário, não dá em nada, concorda o diretor do Fórum, o juiz Dimas Ortêncio de Mello. É preciso ter uma conversa franca e decisiva com o governador.
Medeiros tentaria ontem mesmo entrar em contato com o gabinete do governador para marcar uma audiência o mais rápido possível. A comissão, formada por representantes de 10 entidades, irá cobrar providências imediatas para a construção da Cadeia e uma solução emergencial para a superlotação dos distritos. Lerner passou o dia ontem em Londrina (leia texto nesta página).
O promotor Paulo Tavares ressalta que a construção da Cadeia Pública, além de deixar a população mais protegida, é fundamental para melhorar a condição dos presos que hoje superlotam os quatro distritos policiais da Cidade. Com capacidade para 104 detentos, os distritos abrigam atualmente 207. Queremos que os presos recebam tratamento digno e humano, afirma o promotor.
A Cadeia Pública deve ser erguida em um terreno na Gleba Três Bocas (zona sul), doado pelo empresário Luiz Roberto Ferrari, que também participou da reunião ontem de manhã. O coordenador regional da Secretaria de Obras do Estado, Marcelo Paulino, explicou aos participantes do encontro que até o dia 10 de novembro o projeto final da obra deverá ser entregue à Secretaria de Segurança Pública para poder, então, ser licitida.
Sobre a possibilidade de reativação do antigo Cadeião, na rua Sergipe (área central), Marcelo Paulino afirma que isto é inviável tecnicamente. As paredes estão deterioradas, justifica. A reativação foi proposta durante a reunião.
Durante a reunião de ontem foi criado também o Fórum Permanente de Segurança. As entidades que participaram do encontro ontem irão se reunir mensalmente (na primeira quarta-feira de todo mês, na Acil) para debater questões do setor. O primeiro encontro está marcado para o dia 5, às 18 horas.





