Um motorista do transporte escolar está sendo procurado pela polícia por fugir de uma fiscalização em uma van com cinco crianças, entre 5 e 11 anos, e agredir um agente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O filho dele e a monitora do veículo foram detidos e encaminhados para o 3º Distrito Policial.
A blitz, com a participação de diversos agentes, ocorria na Rua Quintino Bocaiuva, por volta das 13 horas. Segundo os agentes, Marcelo André Prone Pereira, 41, não respeitou a ordem de parada e passou a ser perseguido. De acordo com o funcionário da CMTU, a perua seguiu em direção ao Jardim Santa Rita, na Zona Oeste, onde mora o motorista, ''em alta velocidade e furando sinais vermelhos.''
Ele guardou o veículo na garagem e entrou na casa com as crianças. Segundo o agente Rangel Carlos Maria, houve um bate-boca e um grupo teria chegado no local para ajudar o motorista. O funcionário da companhia disse que foi atingido por socos e chutes, desferidos por Pereira, pelo filho Diego, 18, e por supostos vizinhos.
''Me defendi com o capacete. Se vou para o chão provavelmente só sairia daqui em uma ambulância. Fiquei apavorado e consegui escapar até um local seguro'', relatou. Outros agentes e policiais militares foram acionados. Pereira, no entanto, conseguiu escapar.
As crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar e a van, recolhida pela polícia. Diego Pereira e a monitora Laís Ferreira, 23, foram levados para o 3º DP, onde seriam apresentados ao delegado de plantão. O sargento José Rodrigues Reina explicou que o jovem foi preso pela agressão.
Diego, no entanto, alegou que apenas tentou defender o pai. ''Me avisaram que ele estava brigando. Cheguei a dar um chute nele (Rangel), mas depois separei a briga'', contou.
Em contato por telefone com a reportagem, Marcelo Pereira confirmou que deu ''um tapa'' no agente. Ele alegou estar sendo vítima de perseguição por parte da CMTU e de Rangel. ''Ele me agrediu verbalmente e disse que ia apreender a minha van mesmo'', criticou.
Segundo ele, o veículo está irregular porque tem mais de dez anos de fabricação. No entanto, teria recebido um prazo da companhia para regularizar a situação. ''Seria a terceira apreensão em dez dias. Não coloquei, porém, ninguém em risco'', defendeu-se. Pereira acrescentou que preferiu levar as crianças para casa a deixá-las na rua e que avisou aos pais sobre a situação. ''Só queria um prazo para fazer a regularização. Sou um pai de família e não posso ficar sem o meu sustento. Me pegaram para bode expiatório.''
''As crianças foram levadas para a casa dele sem a concordância dos pais, que achavam que os filhos estaria na escola. Ele colocou em risco o maio bem de cada um desses pais'', acrescentou o sargento Reina.

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