Representantes de órgãos públicos e entidades da iniciativa privada de Cascavel estão levantando informações para embasar um documento que demonstre a viabilidade de implantação da Estação Aduaneira do Interior (Eadi), criada em agosto de 96 pelo governo federal. Até agora, o porto seco, como é chamado, não saiu do plano da intenção governamental, por isso a preocupação em apressar a definição, convencendo o governo de sua viabilidade.
A Eadi faz o desembaraço de cargas importadas ou exportadas, como uma espécie de extensão dos portos marítimos. Para a região Oeste do Paraná, este tipo de estrutura é fundamental, por causa das exportações de produtos agrícolas. Também o vizinho Paraguai (que não tem porto marítimo) tem interesse no porto seco, porque faz as mesmas operações através de Paranaguá.
Todas as cargas podem ser levadas a Paranaguá já desembaraçadas, ou apenas retiradas neste porto para a regularização da documentação no porto seco. Ele deve ser implantado na área do terminal de Cascavel da Ferrovia Paraná.
O delegado da Receita Federal em Cascavel, Mário Benjamin Bartos, relata que uma comissão estuda a implantação da Eadi através da iniciativa privada, com licitação para operá-la por 10 anos. Em Maringá, um grupo empresarial investiu R$ 5 milhões para implantar a Eadi naquela cidade (há outra em Curitiba). Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Valdinei Bobato, ‘‘sem dúvida haverá muitos interessados no nosso porto seco’’.
O prefeito Salazar Barreiros estima que a Eadi ‘‘fomentará outros empreendimentos econômicos’’ e criará um pólo de desenvolvimento em torno do terminal da ferrovia e à margem da BR-277.

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