Grupo tenta depredar casa de acusado de crime
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
Um grupo de moradores tentou depredar, anteontem à noite, a casa de Anilce Fonseca, moradora do Conjunto Guaiapó, em Maringá. Ela é mãe de Fábio Fonseca, 21 anos, conhecido como Nego Fábio, identificado pela polícia como assassino de Alex Moraes, 20 anos, morto a facadas domingo à noite. Nego Fábio está foragido e pode ter a prisão preventiva decretada na próxima semana.
O delegado do 3º distrito policial, Deoclécio Detros, responsável pelo inquérito, disse ontem que orientou a mãe de Nego Fábio a convencer o filho para se apresentar à polícia. Queremos evitar um crime de repercussão maior e que a mãe não continue sofrendo as consequências pelo ato do filho, alertou o delegado.
Segundo ele, no início da noite de anteontem, depois do enterro de Alex Moraes, cerca de 50 pessoas foram até a casa de Anilce e começaram a jogar pedras. Vizinhos chamaram a Polícia Militar, que conseguiu evitar a depredação e deter quatro suspeitos pelo tumulto. Os quatro, entre eles dois menores, foram liberados. Eles estavam nas proximidades da casa e negaram envolvimento no caso.
Detros contou ainda que Anilce confirmou para a polícia que o filho teria ligado após o homicídio falando sobre o crime e avisando a mãe que estava fugindo. Se o Nego Fábio se apresentar até o final da semana não devemos recorrer à preventiva, ressaltou o delegado.
Alex foi morto com facadas no peito e tórax, por volta das 20h40 de domingo, em frente de um carrinho de cachorro-quente, na Rua Maria Paulino de Palma, no Conjunto Requião. Diversas testemunhas teriam presenciado o homicídio. O motivo seria uma discussão no período da tarde, em um bar do bairro, entre Nego Fábio e Alex. O delegado está aguardando o laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá e vai começar a ouvir as testemunhas esta semana.





