Grupo sequestra gerente em Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
Um grupo formado por pelo menos seis homens sequestrou anteontem à noite o gerente da TGV Transporte de Valores de Maringá, Manoel de Souza Rodrigues, e só não invadiu a empresa porque não encontrou a família da vítima. A ação foi muito parecida com a que aconteceu na noite de sexta-feira em Londrina, quando uma quadrilha conseguiu levar cerca de R$ 4 milhões de uma empresa de segurança. Em Maringá, a ação do grupo começou por volta das 17 horas de domingo, quando seis homens encapuzados e armados com metralhadoras, fuzis e granadas, invadiram uma chácara próximo ao Contorno Sul.
A família do caseiro da chácara, João Vignati, foi rendida e outros homens entraram na propriedade. Por volta das 19 horas o grupo abordou Rodrigues a caminho de casa, no Jardim Tabaetê, a cerca de 3 mil metros da chácara. O gerente estava em um veículo Gol da empresa, que foi trancado por um Santana Quantum e uma caminhonete Ranger. Quatro homens encapuzados obrigaram Rodrigues a entrar no Santana e seguiram para a casa dele. Como a família mulher e dois filhos não estava em casa, o grupo levou o gerente até a chácara, onde foi amarrado com o caseiro e a mulher.
Rodrigues disse à polícia que os homens ainda ficaram cerca de quatro horas na chácara, antes de saírem deixando todos amarrados. Só por volta das 3 horas de ontem Rodrigues conseguiu se livrar e comunicou a polícia. O Santana cinza, placas CKE 5473, de Atibaia (SP), foi abandonado na chácara.
A polícia encontrou em uma mesa da propriedade os documentos da Ranger, placas CKM 3738, de São Paulo (SP), tomada de assalto no dia 31 de março passado. A caminhonete foi localizada pela Polícia Militar de Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá) com o interior queimado. Investigadores da Polícia Civil de Sarandi não permitiram que fossem tiradas fotos da camioneta.
O gerente disse para a polícia que a intenção dos sequestradores era de manter a família no cativeiro até ontem pela manhã, quando agiriam na empresa, que fica no bairro Maringá Velho. A polícia acredita que o grupo que agiu em Maringá tem ligações com os assaltantes que levaram R$ 4 milhões da empresa de Londrina.





