Cerca de oito homens fortemente armados sequestraram ontem a família do gerente da agência centro do Banco do Brasil em Maringá, Orivaldo Lazaro Britta, 45 anos, e o tesoureiro Edelcio Miranda, e levaram R$ 1,5 milhão em dinheiro. No final da tarde, cerca de 20 policiais civis saíram da 9ª Subdivisão Policial (SDP) para confirmar algumas pistas sobre a localização dos sequestradores.
O delegado-adjunto, Roberto Fernandes, acredita que o sequestro foi feito por pessoas de fora da região, com apoio de alguém que conhece a cidade. Todos os sequestradores vestiam terno e estavam armados com metralhadoras e fuzis. Os reféns foram libertados ontem.
O sequestro começou por volta das 6 horas, quando Britta deixava a casa onde mora, em Londrina. Depois de percorrer cerca de 300 metros, o carro que ele dirigia, um Vectra placa BBP 2044, de Maringá, foi fechado por um Logus prata. Cinco sequestradores desceram armados e renderam o gerente, que foi obrigado a retornar até sua casa. A esposa, três filhos e uma sobrinha de Britta foram obrigados a entrar no veículo que seguiu rumo a Maringá. Na saída de Londrina, dois filhos foram transferidos para o Logus.
Em Maringá, os sequestradores rumaram direto para a casa do tesoureiro, Miranda, onde a família dele também estava rendida. As duas famílias, no total 10 pessoas, foram levadas até um barracão abandonado, na avenida Bento Munhoz da Rocha, próximo ao centro. O vigilante que fazia a segurança do barracão também foi rendido e amarrado junto aos familiares do gerente e do tesoureiro. Um dos líderes do grupo obrigou Britta e Miranda a buscar R$ 1,5 milhão na agência do Banco do Brasil. Dois números de telefone celular foram entregues aos dois bancários para passarem e receberem informações.
No banco, Britta e Miranda tiveram que acionar um outro funcionário, identificado apenas como Humberto, que tinha o segredo do cofre onde estavam depositados cerca de R$ 4 milhões. Com o dinheiro nas mãos, os três ligaram e receberam orientações para seguir até a avenida Morangueira, saída para Astorga, onde foram abordados por um veículo dos sequestradores. O dinheiro, em notas de R$ 100 dentro de duas caixas de sapato, foi entregue. Por garantia, os sequestradores levaram a mulher do tesoureiro, que não foi identificada pela polícia. Ela foi deixada na mesma avenida, às 11 horas.
Os familiares que ficaram no armazém foram libertados pelo vigilante, que conseguiu se soltar. Os dois veículos utilizados pelos sequestradores, o Logus placa de Americana (SP), e uma Kombi, placa de São Bernardo do Campo (SP), foram abandonados a poucas quadras do cativeiro.
Os familiares dos dois bancários disseram à polícia que sofreram ameaças de morte durante o tempo que ficaram no cativeiro. O delegado Fernandes lembrou que o último crime deste estilo no Noroeste aconteceu em 1995, em Umuarama, também envolvendo o gerente do Banco do Brasil.

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