O Conselho Comunitário de Segurança de Londrina se reúne hoje às 18 horas para organizar um ato público no Calçadão solicitando do Governo Estadual providências urgentes para o reestruturação da 10ª Subdivisão Policial. ‘‘Nada conseguimos até agora para que pelo menos a situação de sucateamento na Polícia Civil de Londrina seja melhorada. Vamos convocar o prefeito, vereadores, secretários de Estado, promotores, juízes, a sociedade organizada, as vítimas de crimes e a imprensa. Vamos mostrar toda a nossa indignação e exigir o que os londrinenses realmente merecem como a terceira cidade do Sul do Brasil’’, afirmou o presidente do Conselho, Jorge Coimbra.
Segundo denúncias passadas pela própria polícia estão faltando escrivães e investigadores, causando graves problemas para a segurança de Londrina. Entre os problemas estão os inquéritos parados nas delegacias ou tramitando vagarosamente por falta de escrivães, e grande números de crimes insolúveis por falta de pessoal para investigá-los. Outro problema que será também discutido no ato público é o do Instituto Médico Legal (IML) que atualmente desativou o setor de toxicologia. Os exames toxicológicos estão sendo feitos em Curitiba, levando por volta de 50 dias para serem remetidos à Londrina. O atraso está fazendo com que traficantes sejam soltos por decurso de prazo nos inquéritos e processos.
O presidente Coimbra evidencia o descaso das autoridades estaduais, comparando o número de policiais de Ponta Grossa com os de Londrina. ‘‘A nossa população (por volta de 500 mil habitantes) é quase o dobro de Ponta Grossa (por volta de 260 mil habitantes). Naquela cidade trabalham 16 escrivães e na nossa cidade 18. Por aí começamos questionar como somos discriminados’’.Paulo WolfgangJorge Coimbra, presidente do Conselho de Segurança de LondrinaPaulo Ubiratan

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