Curitiba

Kraw PenasMoya: ‘‘Não podemos dizer que poluição é zero, mas as emissões vão ser menores do que as permitidas’’Os representantes do Grupo Empresarial Termelétrico do Paraná (Getep) rebateram ontem as críticas de entidades ambientalistas contra o projeto da usina termoelétrica a carvão no Litoral paranaense.
Segundo o diretor do projeto, Joaquin Cornejo Moya, a usina poderá obedecer todas as normas ambientais exigidas no País e não iria afetar a qualidade do ar ou o meio ambiente da região.
‘‘Não podemos dizer que o índice de poluição é zero, porque não há nenhum empreendimento que não produza poluentes, mas as emissões da usina vão ser menores do que as permitidas pelas normas’’, disse ele.
O diretor admite que a usina lançaria diariamente 5.430 quilos de cinzas na atmosfera, mas afirma que a norma permite uma emissão cinco vezes maior.
Os ambientalistas afirmam que a instalação da usina colocaria em risco praticamente todas os balneários do Paraná, com a emissão de resíduos poluentes. O empreendimento também poderia afetar 14 unidades de conservação (como parques, estações ecológicas e áreas de proteção).
Para Joaquin Moya, as críticas dos ambientalistas estão baseadas em outras termoelétricas em funcionamento no País. ‘‘Esses outros empreendimentos funcionam com equipamentos obsoletos, tecnologia ultrapassada e carvão nacional, de qualidade inferior’’, argumenta.
Na usina do Litoral paranaense, o carvão seria importado de países como Estados Unidos, Austrália, Indonésia ou África do Sul. Segundo o Getep, o carvão brasileiro produz até 60% de cinzas, contra 0,7% dos produtos importados.
O estoque do carvão também não traria problemas de infiltração no solo ou contaminação da água na região, conforme relatório divulgado pelos ambientalistas. ‘‘A área será totalmente impermeabilizada e o produto importado não libera poeira, ao contrário do que disseram os ambientalistas’’, disse Joaquin Moya.
O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) sobre o empreendimento deve ser apresentado na próxima semana ao Instituto Ambiental do Paraná e ficará disponível para avaliações em audiências públicas.
O projeto, que prevê um investimento de R$ 650 milhões, é coordenado pela Copel e pelos grupos privados Chilgener, Inepar e Denerge.

mockup