Grupo quer terceirizar serviços para reativar Hospital Londrina
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quarta-feira, 03 de dezembro de 1997
Adriana De Cunto Londrina 
Arquivo FolhaPropostaO secretário de Saúde de Cambé, Antonio Freitas: Queremos que o hospital seja auto-sustentávelO secretário de Saúde do Paraná, Armando Raggio, recebe amanhã as propostas elaboradas pela comissão encarregada de estudar alternativas para reativar o Hospital Londrina, localizado em Cambé (Norte do Estado). Uma das idéias que será levada pelo grupo é a terceirização de vários serviços do hospital, que está fechado desde o início de novembro.
A comissão é formada por representantes da Prefeitura de Cambé, 17ª Regional de Saúde, Hospital Universitário de Londrina e Instituto Geral de Assistência Social Evangélica (Igase) - que era a entidade mantenedora do Hospital Londrina -, entre outros órgãos.
A idéia é transformar o Londrina em um hospital terciário para atender os pequenos municípios da região Norte. O secretário de Saúde de Cambé, Antonio Silva Freitas, lembra que este é o perfil do hospital, que possui oito salas cirúrgicas, equipamentos e capacidade para funcionar com até 150 leitos.
Segundo Freitas, a comissão apresentará ao Governo Estadual um cenário de como o Hospital Londrina poderia começar a funcionar. Nós separamos o hospital em partes, explica. A lavanderia, manutenção e a cozinha seriam terceirizadas.
A administração ficaria por conta do Hospital Universitário, que já tem experiência em gerenciar uma grande instituição. O atendimento médico de especialidades e serviços também seria terceirizado, enquanto os plantões médicos, parte de enfermagem e auxiliares ficariam por conta do Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar).
Dando preferência ao atendimento de especialidades, o Hospital Londrina poderia desafogar os grandes hospitais de Londrina e dotar Cambé de um serviço que não é oferecido pelos hospitais públicos: unidade de terapia intensiva (UTI), cirurgia plástica, oftalmologia, otorrinolaringologia, entre outras. Hoje a população tem que recorrer a Londrina, comenta Freitas.
Ele explica que a proposta é tornar o hospital filantrópico, com 60% dos atendimentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante para atendimentos particulares e convênios. Nós queremos que o hospital seja auto-sustentável.
Pelos cálculos iniciais feitos da comissão, o funcionamento com 50 leitos representa faturamento de R$ 210 mil (pago pelo SUS e convênios) e um custo de R$ 240 mil. O problema está em quem vai arcar com o déficit de R$ 30 mil. Por isso é importante definir quem são os parceiros para discutir qual o papel de cada um.


