Grupo quer revitalizar parque da Vila Brasil
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Estudantes do curso técnico em meio ambiente do Colégio Albino Feijó resolveram colocar a mão na massa para recuperar um parque que já foi área de lazer bem frequentada. O local é o espaço público da Vila Brasil, na Área Central de Londrina, onde fica a nascente do Córrego Guarujá e faz parte da Microbacia Ribeirão Cambé.
O grupo aproveitou o feriado para reunir a comunidade e lideranças a fim de discutir ações. Segundo Lilian Paes dos Santos, participante do grupo, o objetivo é que a discussão dê início a um projeto de revitalização do parque e, principalmente, na nascente. Ao final da reunião, eles fizeram um mutirão de limpeza e plantaram árvores.
Um dos membros da ONG Alma Brasil, Fernando Goes, que também faz parte do grupo, comentou que o envolvimento de todos os moradores é fundamental para que não se perca mais um espaço público. ''As pessoas deixaram de frequentar porque o local foi tomado pelo vandalismo, pelo tráfico, depredação e abandono dos órgãos públicos. Isso aqui já foi um parque ambiental. Precisamos retomar o que é de direito da população.''
Ele comenta ainda que um dos maiores problemas está na erosão causada próximo à nascente, que destruiu a ponte de acesso ao outro lado do parque, inclusive para o Centro de Formação Cidadã (CFC), onde participam crianças em situação de risco. ''Além disso, há o despejo irregular de resíduos químicos, que vem pela galeria pluvial. Tem dias que essa água fica rosa, dependendo do produto usado'', aponta. Há ainda a proliferação de caramujos africanos, transmissores de doenças.
Por estes e outro motivos eles convocaram o secretário municipal do Ambiente, Carlos Levy, para a reunião. Levy disse que já existe um projeto de revitalização do parque e da nascente feito pelo Serviço Ambiental Voluntário (Salvo) junto à Sema. ''Assim que o pessoal do colégio tiver um projeto, vamos adicionar ao que já temos para estudar o que pode ser feito.''
Ainda segundo ele, uma faculdade particular, que é proprietária de todo o entorno da área, também deveria ter entregue um projeto no ano passado. Com relação a medidas a curto prazo, o secretário se comprometeu a resolver o problema da erosão e da ponte quebrada.


