Grupo quer o apoio de Belinati para trocar dívidas por terrenos
Grupo quer o apoio de Belinati
para trocar dívidas por terrenos
Célia Baroni
O grupo de estudos que busca alternativas para a falta de moradia em Londrina quer o apoio oficial do prefeito Antonio Belinati (PDT) às suas propostas. Em reunião realizada ontem de manhã na Câmara de Vereadores, o grupo decidiu apresentar ao prefeito, na próxima semana, os resultados do levantamento de áreas que poderiam ser usadas para assentamento de famílias carentes. Formado por representantes da comunidade e do poder público, o grupo quer que Belinati autorize a realização de permuta com as loteadoras em dívida com o município.
As loteadoras poderiam pagar suas dívidas com terrenos, diz o vereador Célio Guergoletto (PMDB). O grupo quer demonstrar que a proposta é viável: vai levar ao prefeito o caso de uma loteadora que possui área de 5 alqueires na zona sul da Cidade, perto do Jardim Jatobá, e que estaria interessada em fazer a permuta. O vereador não quis adiantar o nome do proprietário da área. Segundo ele, a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) dispõe de poucos lotes - cerca de 20 - no Jardim Olímpico (zona oeste) para atender uma demanda de mais de mil famílias que vivem em locais inadequados e precisam ser removidas.
Além da solução emergencial, o grupo quer apoio de Belinati para a realização do Fórum da Habitação de Londrina. O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, que integra o grupo, diz que é importante definir uma política de habitação para o município. Até agora todas as medidas têm sido paliativas, servem para resolver problemas emergenciais. Não está resolvido o problema da falta de habitação para as famílias de baixa renda.
O grupo vai apresentar ao prefeito a minuta de um projeto de lei propondo que o Conselho Municipal da Habitação seja criado novamente. Por uma falha dos vereadores e da própria comunidade, o Conselho Municipal de Habitação foi extinto. É preciso corrigir o erro, afirma Guergoletto. Ele explica que a extinção do conselho foi aprovada pela Câmara no final de 96, juntamente com as modificações do estatuto da Cohab.





