Grupo quer mudanças no vestibular da UEL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de maio de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
Acabar com o concurso em julho, antecipar o de janeiro para dezembro e reduzir o preço da inscrição são algumas das propostas aprovadas em audiência pública
Extinção do vestibular de inverno (em julho) da Universidade Estadual de Londrina (UEL); antecipação do vestibular de janeiro para dezembro, coincidindo com os grandes concursos do País e diminuindo a concorrência que hoje é - em média - de 18 alunos por vaga; formação de um grupo que irá atuar junto à Comissão Permanente de Seleção (Copese) da UEL, representando a sociedade no Conselho Universitário; revisão dos valores cobrados pelo manual do candidato e pela inscrição; e também a retirada das disciplinas de filosofia, sociologia e artes dos vestibulares, até que sejam realidade no segundo grau. São as propostas definidas na audiência pública realizada ontem na Câmara de Londrina, para discutir o vestibular da UEL.
Educadores, estudantes secundaristas, proprietários de colégios, representantes de sindicatos das escolas particulares, do setor hoteleiro e políticos debateram medidas para garantir o acesso dos alunos paranaenses à UEL, uma vez que se sentem prejudicados com o atual sistema utilizado pela universidade. Nenhum representante da Universidade Estadual de Londrina e da Associação Industrial e Comercial de Londrina (Acil) participou. O presidente da Câmara Tercílio Turini (PSDB) e o vice-prefeito Luiz Carlos Bracarense (PPS) estavam presentes.
O vereador Luiz Carlos de Castro Bordin (PMDB), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal e organizador da audiência, afirmou que da forma como é realizado, o vestibular da UEL prejudica o estudante paranaense, que tem que concorrer com alunos mais experientes de outros Estados. Segundo o vereador, dos 6.937 alunos inscritos de Londrina no processo seletivo de janeiro de 2001, apenas 547 foram aprovados. Bordin adiantou que deverá levar a questão ao Ministério Público.
Outro crítico do sistema adotado pela UEL é o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Londrina, Alderi Luiz Ferraresi. O vestibular de julho não se justifica porque o sistema (da UEL) é anual e os alunos aprovados só começam a estudar em fevereiro, apontou. O vestibular de inverno é um fator complicador para as escolas, pois os alunos aprovados garantem a vaga sem ainda terem concluído o segundo grau. Coisa similar só existe em algumas escolas isoladas do Rio de Janeiro e São Paulo, que na busca de venderem suas vagas abrem a possibilidade no meio do ano. São escolinhas de fundo de quintal - criticou.
Sem quantificar perdas, o superintendente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e similares de Londrina, Alzir Bocchi, alegou que se o vestibular de janeiro for antecipado para dezembro a economia do setor será abalada, pois é o concurso que aquece o setor no início do ano. Segundo o representante hoteleiro, os vestibulares da UEL movimentam cerca de R$ 6 milhões na cidade.
A assessoria de imprensa da UEL informou que a instituição não enviou representante porque foi convidada em cima da hora e o reitor e o vice-reitor estariam em viagem de trabalho. O presidente da ACIL, George Hiraiwa, disse que não compareceu por problemas particulares.


