de Ponta Grossa
O Grupo Ecológico dos Campos Gerais (GECG) está entrando com uma ação cível no Ministério Público solicitando a interdição do Capão da Onça, um dos principais pontos turísticos de Ponta Grossa. O grupo alega que o turismo descontrolado está degradando toda a fauna e flora do local, que tem como seus principais atrativos os córregos e as quedas d’água.
De acordo com Aida Franco de Lima, presidente do GECG, a ação tem por objetivo denunciar as irregularidades que estão sendo cometidas no local e também cobrar providências das autoridades. Um dos principais problemas do Capão da Onça é a grande quantidade lixo deixada pelos turistas, que está causando a poluição hídrica e comprometendo a qualidade da água do local.
No último domingo, como parte das atividades desenvolvidas pelo grupo durante a Semana do Meio Ambiente, os integrantes do GECG fizeram uma coleta de lixo nas áreas mais frequentadas no Capão da Onça. ‘‘O resultado foi assustador. Recolhemos mais de 200 kg de lixo’’, disse Aida. Apesar do grande número de pessoas que visitam o Capão da Onça, no local não existe nenhuma lixeira.
Aida disse que a prefeitura de Ponta Grossa incentiva o turismo no Capão da Onça, mas não investe em infra-estrutura para garantir a preservação ambiental da área. Segundo a presidente do GECG, as pessoas chegam ao cúmulo de lavar seus carros dentro dos córregos. O local também é muito utilizado para a realização de ‘despachos’ de macumba.
Aida explicou, que o grupo não quer impedir a visitação do local, mas reivindicar infra-estrutura de preservação da área. Hoje não há controle sobre o número de turistas que visitam o Capão da Onça, mas calcula-se que mais de mil pessoas passem todo mês pelo local, principalmente no verão.
Olivetti Poisler, diretora de turismo da Prefeitura de Ponta Grossa, disse que o município está trabalhando para sanar os problemas que comprometem a preservação ambiental do Capão da Onça. Segundo Olivetti, como a maior parte do Capão da Onça está situada em propriedades particulares, qualquer ação no local depende de acordo com os proprietários. Segundo ela, a prefeitura está fazendo um levantamento da área e deve fazer uma reunião com os proprietários na próxima semana, a fim de traçar uma linha de ação para regularização do turismo no local.

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