Grupo que reúne os homossexuais vê preconceito
É puro preconceito. Assim o presidente do Grupo de Homosexuais de Londrina (GHL), Edison Bezerra, reagiu à polêmica criada pelas escolas de samba da Cidade em torno da suposta participação de travestis na Ala das Baianas. Não é porque faz parte do regulamento das escolas de samba do Rio de Janeiro que é bom ou justo. Isso é discriminação, afirmou Bezerra ontem à Folha, dizendo-se surpreso com a notícia.
Para ele, o argumento das escolas de samba foi principalmente uma reação contra a derrota, mas evidencia o falso moralismo que ainda existe na Cidade. Porque um travesti que se veste de mulher da Quaresma ao Carnaval não pode sair na Ala das Baianas, em uma festa onde homens se vestem de mulher?, questiona Bezerra.
Edison Bezerra explica que o Grupo de Homossexuais de Londrina, Prefeitura e Ministério da Saúde estão envolvidos em um projeto de resgate da cidadania e auto-estima dos travestis. O trabalho oferece oficinas profissionalizantes e apoio psicossocial aos que atuam como profissionais do sexo.
A sociedade acha lindo o travesti na rua, à noite e no Carnaval, afirma Bezerra. Mas não o aceita no dia-a-dia e no mercado de trabalho. Isto tem de mudar, acrescenta o presidente do GHL.





