Grupo propõe a criação de conselho
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sábado, 09 de julho de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Informar o jovem sobre o primeiro emprego, realizar campanhas diretas de prevenção e redução de danos, reaproveitar os espaços de lazer da cidade, fornecer passe livre aos estudantes. Estas são algumas das reivindicações da I Conferência Municipal da Juventude realizada, ontem, em Londrina.
Cerca de 250 jovens eram esperados mas o frio espantou boa parte dos participantes. Segundo Thiago Andrey Ferreira, coordenador da comissão organizadora da conferência, a reunião culminou na elaboração de um projeto de lei para a criação do Conselho Municipal da Juventude. ''Foram realizadas sete pré-conferências que criaram documentos que servirão de base para a formulação de políticas públicas da juventude no município'', explicou Ferreira.
Para Nereu Pereira, 24 anos, presidente da Associação dos Moradores do Jardim Olímpico (Zona Oeste), a juventude é hoje o maior problema do País. No bairro, a maioria dos adolescentes que deixam o ensino fundamental está sem rumo. ''Eles não têm condições de competir em universidades públicas e nem dinheiro para investir no ensino privado'', apontou Pereira. Os adolescentes ainda são discriminados por serem pobres. ''Ninguém quer dar emprego para quem mora na periferia'', disse.
De mentalidade diferente e engajada, os jovens que participam da Associação Cultural do Rock de Londrina vêem na educação a saída para a marginalidade. De acordo com o vice-presidente da associação, Valter Coelho, 27, 90% dos associados estudam, sendo 65% deles universitários. Outros 75% trabalham. Para ele, o jovem faz parte do crime por estar à margem da sociedade. ''Eles roubam e matam porque querem ter aquilo que não podem ter por falta de recursos'', ressaltou.
O estudante Weslei Venâncio de Oliveira, 19, diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uiversidade Estadual de Londrina (UEL), sugeriu a integração entre escolas de ensino fundamental e médio e universidades como um passo para a melhoria da educação do jovem. ''Hoje, a universidade forma mercadorias, mas precisamos mesmo é de sujeitos críticos que entendam que só a solidariedade é que pode fazer a diferença'', assinalou.


