O sequestro da empresária Daniela Lopes ocorreu em 18 de maio de 1992. Ela permaneceu em cativeiro por nove dias em uma chácara localizada nas barrancas do rio Ivaí, a 50 quilômetros de Cândido de Abreu. Daniela foi sequestrada na tarde de um sábado após sair de sua empresa de turismo com destino à chácara da família, na beira do Lago Igapó. Ela estava na Caravan dirigida pela sua mãe Maria Cristina e mais três funcionárias quando o veículo foi fechado pelo Santana dos sequestradores. Daniela foi levada no Santana para o cativeiro e as outras pessoas foram deixadas no local.
As negociações, por telefone, entre os sequestradores e o pai da vítima, o empresário Pedro Lopes, demoraram nove dias. O preço do resgate pedido pelos sequestradores começou em US$ 30 milhões e baixou para US$ 1 milhão. Por rastreamento telefônico, a polícia chegou a José Lafayete Nunes, que fazia as ligações de um telefone público de São Bernardo do Campo (SP). Com a prisão de Lafayete, a polícia chegou aos outros sequestradores e acabou estourando o cativeiro onde Daniela estava.

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