Curitiba - Quase 50 pessoas bem dispostas deu corpo ao manifesto ''Bicicletada'', ontem de manhã, em Curitiba. O grupo, que usava fantasias e faixas coladas nas costas, protestou contra a falta de espaços de convivência no meio urbano, pediu a redução de carros na ruas e criação de ciclofaixas nas vias de tráfego ou de ciclovias que, de fato, levem o ciclista para qualquer lugar da cidade.
Houve até quem usasse máscaras médicas criticando a poluição. ''Vale tudo para chamar a atenção, principalmente das crianças. Denfendemos que a bicicleta deve ser usada para se locomover. Boa parte da cidade é plana e isso facilita muito. O único problema é que as ciclovias daqui não levam a lugar nenhum e acaba que as pessoas usam as canaletas'', pontuou a fotógrafa Patrícia Lion, de 24 anos.
O passeio começou na reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e seguiu até à Rua Augusto Stresser, no Alto da Glória, quando a mobilização foi finalizada com a pintura de uma ciclofaixa na via e uma festa de rua. ''O manifesto não tem uma organização específica, é livre e feito por quem acredita nos ideais do movimento '', disse o professor de Yoga Goura Nataraj, 27 anos, um dos porta-vozes da ''Bicicletada''.
''O município não teve nenhuma iniciativa no Dia sem Carro, mostrando bem qual é agenda do Brasil, na contramão das ações contra o aquecimento global e poluição do meio ambiente'', completa Goura, informando que o grupo pedalou em bloco, fechando meia pista das ruas, para zelar pela segurança dos ciclistas e fazendo referência ao nome mundial do evento ''Critical Mass'' (Massa Crítica). A reportagem da FOLHA não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba.

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