Grupo pede reabertura a Nedson
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
Edna MendesDe Londrina 
Um grupo de cerca de 50 moradores representando seis bairros da zona norte de Londrina estiveram ontem na prefeitura para pedir que o prefeito Nedson Micheleti (PT) interceda em favor da reabertura do Frigorífico São José, o Frigozé, fechado há 12 anos por causa de problemas fiscais e financeiros.
Os moradores dos jardins Paulista, Fortaleza, Progresso, Paraíso, Novo Amparo e do Conjunto Milton Gavetti alegam que o progresso da região depende da reabertura do frigorífico que deve gerar cerca mil empregos diretos e indiretos. Esses bairros são pobres e precisam de empregos para progredir. É preciso que as autoridades saibam que é apenas uma minoria, formada por pessoas ricas, que é contrária a reabertura, acredita Reinaldo Rodrigues dos Santos, presidente da Associação dos Moradores dos Jardins Paulista e Fortaleza.
Santos disse que uma comissão de moradores deve se reunir nos próximos dias com a chefia local do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para discutir a viabilidade da reativação da empresa. Os moradores também pretendem organizar uma reunião com o prefeito.
Há cerca de um mês o Frigozé, localizado no Jardim Santa Mônica, começou a dar indícios de que pode voltar a funcionar. Uma lagoa de decantação estava sendo construída no local, mas a prefeitura embargou a obra. O proprietário do frigorífico, Natel Gomes de Oliveira, afirma que só desiste da reabrir o estabelecimento se a prefeitura desapropriar seu imóvel e indenizá-lo.
A prefeitura tem se declarado contrária a reabertura do frigorífico porque a empresa está localizada numa área residencial e de acordo com o Plano Diretor do município estão vetadas instalações de atividades econômicas do ramo de abatedouros em zona urbana. Parte dos moradores do Jardim Santa Mônica e vários órgãos ligados ao meio ambiente também são contra a reabertura. A empresa não tem licença do Serviço de Inspeção Federal, vinculado ao Ministério da Agricultura e por isso não pode funcionar.
A Associação dos Moradores do Jardim Santa Mônica alega que a reativação do frigorífico vai prejudicar cerca de 20 mil pessoas por causa do mau cheiro, poluição do Ribeirão Quati, desvalorização dos imóveis da região e poluição sonora.
Reinaldo dos Santos, líder do grupo que esteve ontem com Nedson, alega que é melhor ter poluição, do que gente desempregada e passando fome. Ele afirmou ainda que entregou ao prefeito um abaixo-assinado com 1,2 mil assinaturas de moradores favoráveis a reativação do Frigozé. A assessoria de imprensa da prefeitura negou que Nedson tenha recebido o documento.


