Grupo orienta mulher sobre violência
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de novembro de 1998
Osmani Costa 
O vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani (PTB), e a secretária especial da Mulher, Dora Barnabé, empossaram na manhã de ontem os 25 membros da comissão que coordenará na cidade a campanha nacional Uma vida sem violência é um direito nosso. A campanha será lançada em Brasília, no dia 25, pelo Ministério da Justiça, como parte das comemorações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Compõem a comissão o arcebispo Dom Albano Cavallin, o vereador Valdemir de Araújo (PMN), o delegado-chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil, Vanderci Corral Fernandes, o diretor do Fórum, Dimas Ortêncio de Mello, o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ademir Costa; e representantes da OAB, do Ministério Público, de sindicatos de trabalhadores, das três universidades londrinenses, e de associações comunitárias de defesa dos direitos das mulheres.
Os membros da comissão trabalharão, de forma voluntária, com os seguintes objetivos principais: promover a articulação social na implementação de ações concretas que visem a prevenção e fim da violência contra a mulher, as crianças, os idosos e portadores de deficiências físicas; promover o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários na implementação de ações afirmativas e acolhedoras às vítimas da violência. Além disso, a comissão visa combater qualquer forma de distinção, exclusão, restrição ou preferência baseadas em sexo, raça, cor, orientação sexual, religião, deficiência, opinião política, e/ou origem social.
Temos a consciência que a violência é ensinada e reproduzida no ambiente familiar. Esta campanha que estamos iniciando tem o papel de gerar a discussão, a reflexão da sociedade sobre este problema e na busca de soluções. Ela é, portanto, uma campanha de conscientização sobre a urgência de terminarmos com todos os tipos de violência, afirmou a secretária Dora Barnabé.
Segundo a secretária, as principais vítimas da violência familiar são as mulheres e meninas. As mulheres sofrem com violências físicas e emocionais, enquanto que as meninas normalmente são vítimas de violências sexuais e físicas, contou, lembrando que mensalmente cerca 50 novas denúncias de violências são registradas pelo Centro de Atendimento à Mulher (CAM) de Londrina. Na solenidade de posse foi lançada uma cartilha com orientações sobre como reagir à violência e telefones úteis.


