CAMPO MOURÃO - Um grupo de moradores de Campo Mourão está se organizando para lutar contra a implantação da ‘‘carrocinha’’, anunciada pela prefeitura para maio. O grupo, com cerca de 15 pessoas, se reuniu anteontem à noite pela primeira vez para discutir o assunto e promete fazer barulho a partir da semana que vem. Uma das medidas será a criação da Sociedade Protetora dos Animais. Também serão feitos um abaixo-assinado contra o sacrifício e pressões na Câmara de Vereadores.
‘‘A idéia da carrocinha é absurda’’, protesta a funcionária pública Irene Rohling. Ela mantém em casa, numa chácara afastada da cidade, quase 100 cachorros, além de outra centena de gatos. O vereador José Gilberto de Souza (PDT) está apoiando o grupo contrário ao sacrifício dos cães e vai apresentar uma emenda à lei que trata do assunto para proibir a morte dos animais.
O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, o vice-prefeito Márcio Nunes (PSDB), acredita que a verdadeira função da carrocinha está sendo deturpada. ‘‘A morte do animal só vai acontecer em último caso’’, frisa. Desde a semana passada, a prefeitura vem cadastrando os animais em dois pontos fixos e um itinerante que percorre a periferia. Até ontem, mais de 300 animais já estavam cadastrados. Cada um ganha uma placa numérica para ser fixada na coleira.

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