Seis empresas indicadas pelo Comitê de Distribuição (Codi), da Associação Brasileira de Distribuição de Energia Elétrica (Abradee), tiveram ontem em Londrina uma reunião de trabalho com objetivo de normatizar a manutenção das chamadas redes compactas, ou linhas verdes, como também são chamadas. Hoje, as normas empregadas são definidas em cada Estado. Além de procurar aumentar a vida útil, o procedimento visa também levar maior eficiência ao serviço com o menor custo.
O grupo é formado por representantes das empresas CEB, do Distrito Federal; Escelsa, do Espírito Santo; Coelba, da Bahia; Cemig, de Minas Gerais; Eletropaulo, de São Paulo; e Copel, do Paraná.
A rede compacta utiliza uma camada protetora de borracha nos fios de alta voltagem e, por isso, eles podem ficar mais próximos uns dos outros, diminuindo o espaço ocupado na rede elétrica. A proteção também diminui as interrupções no fornecimento de energia, já que, pelo sistema convencional, toda vez que algum objeto toca nos cabos ocorre a queda no fornecimento.
Quando a rede cai, a empresa é obrigada a gastar dinheiro para normalizar a situação, sem contar os transtornos para a população. Por isso, mesmo sendo aproximadamente 20% mais cara do que o sistema convencional, a rede compacta acaba tirando a diferença - e ficando até mais barata - na manutenção. Outra vantagem da rede compacta é que ela acaba com a ‘‘mutilação’’ de árvores nas podas: como os fios podem ficar mais próximos, a poda das árvores é reduzida.
A rede compactada no Brasil pode ser considerada recente, já que há apenas 10 anos ela começou a ser instalada. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa tecnologia é empregada há mais de 50 anos. Os estados do Minas Gerais e Paraná, respectivamente, são os pioneiros e concentram quase 90% de toda a rede compacta do País, que totaliza 2,2 mil quilômetros. No ranking das cidades, Maringá está na frente, com a maior rede compacta do País, seguida por Londrina - que tem 15% de toda a rede com o novo sistema, o que representa 13,8 mil volts.
O superintendente de distribuição da Copel no Norte do Estado, Elmar Lopes, aproveitou a reunião para anunciar que a companhia está negociando um pacote com a Prefeitura de Londrina para que, em dois anos, o número da rede compacta na Cidade suba de 15% para 45%. Cada uma das partes entraria com 50% do investimento, como acontece no restante do País.

mockup