Grupo normatiza uso das redes compactas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Seis empresas indicadas pelo Comitê de Distribuição (Codi), da Associação Brasileira de Distribuição de Energia Elétrica (Abradee), tiveram ontem em Londrina uma reunião de trabalho com objetivo de normatizar a manutenção das chamadas redes compactas, ou linhas verdes, como também são chamadas. Hoje, as normas empregadas são definidas em cada Estado. Além de procurar aumentar a vida útil, o procedimento visa também levar maior eficiência ao serviço com o menor custo.
O grupo é formado por representantes das empresas CEB, do Distrito Federal; Escelsa, do Espírito Santo; Coelba, da Bahia; Cemig, de Minas Gerais; Eletropaulo, de São Paulo; e Copel, do Paraná.
A rede compacta utiliza uma camada protetora de borracha nos fios de alta voltagem e, por isso, eles podem ficar mais próximos uns dos outros, diminuindo o espaço ocupado na rede elétrica. A proteção também diminui as interrupções no fornecimento de energia, já que, pelo sistema convencional, toda vez que algum objeto toca nos cabos ocorre a queda no fornecimento.
Quando a rede cai, a empresa é obrigada a gastar dinheiro para normalizar a situação, sem contar os transtornos para a população. Por isso, mesmo sendo aproximadamente 20% mais cara do que o sistema convencional, a rede compacta acaba tirando a diferença - e ficando até mais barata - na manutenção. Outra vantagem da rede compacta é que ela acaba com a mutilação de árvores nas podas: como os fios podem ficar mais próximos, a poda das árvores é reduzida.
A rede compactada no Brasil pode ser considerada recente, já que há apenas 10 anos ela começou a ser instalada. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa tecnologia é empregada há mais de 50 anos. Os estados do Minas Gerais e Paraná, respectivamente, são os pioneiros e concentram quase 90% de toda a rede compacta do País, que totaliza 2,2 mil quilômetros. No ranking das cidades, Maringá está na frente, com a maior rede compacta do País, seguida por Londrina - que tem 15% de toda a rede com o novo sistema, o que representa 13,8 mil volts.
O superintendente de distribuição da Copel no Norte do Estado, Elmar Lopes, aproveitou a reunião para anunciar que a companhia está negociando um pacote com a Prefeitura de Londrina para que, em dois anos, o número da rede compacta na Cidade suba de 15% para 45%. Cada uma das partes entraria com 50% do investimento, como acontece no restante do País.


