Grupo já mantêm laboratório próprio
O Cismae já conseguiu um laboratório próprio por meio de um contrato de comodato com a Funasa, com sede em Maringá, em análises de água e esgoto para comprovação de parâmetros bacteriológicos e físico-químicos exigidos pelo Ministério da Saúde.
O presidente do consórcio, Valter Luiz Bossa, lembra que em laboratórios regionais o custo das análises é muito alto, e no caso de esgoto, os exames são realizados em Londrina, distante 100 km de Maringá. ''Vamos também tentar ampliar o laboratório porque a demanda por análises é grande'', informou. O Cismae conseguiu ainda oferecer a estrutura do convênio para terceiros não associados ao consórcio.
Em favor das autarquias, Bossa destacou o fato de que o serviço de saneamento deve ser público e eficaz por se tratar de um monopólio natural cujo poder concedente é do próprio município. ''O serviço por meio de autarquias municipais torna mais acessível o preço da água, além de uma administração mais transparente e próxima da população'', defende.
Ele ressaltou ainda o fato de que o dinheiro do serviço fica na cidade, com funcionários concursados do município. Segundo Bossa, o município de Ibiporã ganhou, em 2001, o Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento, o que demonstra a capacidade dos municípios em ofertar água barata e de boa qualidade à população. ''Várias autarquias associadas ao Cismae já estão em condições de lutar por este prêmio'', garante.
Segundo ele, municípios como de Porto Alegre (RS), Blumenau (SC), Campinas, Guarulhos, Ribeirão Preto e Bauru, do interior de São Paulo, oferecem serviços de saneamento prestados por autarquias municipais. Dos 5.550 municípios brasileiros, conforme Bossa, 1.900 têm autarquias municipais operando o próprio sistema de saneamento. No Paraná, dos 399 municípios, apenas 55 operam pelas autarquias municipais.





