Grupo invade sítio e faz 15 reféns
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quinta-feira, 08 de abril de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Ousadia talvez seja o termo mais adequado para resumir a ação de quatro assaltantes que agiram anteontem, entre Londrina e Cambé. Os números comprovam: a ação aconteceu simultaneamente em cinco casas (quatro de um sítio e uma da chácara vizinha), fez 15 reféns e durou 12 horas. Os objetos roubados variavam de uma caminhonete importada e uma moto até aparelhos eletroeletrônicos e latas de óleo.
Segundo o proprietário do sítio, o agricultor Wilson Otaguiri, de 41 anos, o assalto começou por volta de 7 horas com os quatro rendendo funcionários e moradores. Cada um que chegava à propriedade, e a do vizinho, era rendido, amarrado e separado em duas casas, entre homens, mulheres e crianças. Até um mototaxista que faria uma entrega à família virou refém. ''Alguns momentos foram de completo terror para nós, quando algo não dava certo para o lado dos ladrões. Mas, em geral, parecia ser gente que sabia o que estava fazendo; diria que eram até profissionais'', comentou.
O alerta à polícia foi dado pela central de mototáxi, que, estranhando a demora no retorno do rapaz, rastreou a última ligação feita por ele e enviou colegas ao local. Eles chamaram a PM o que não evitou a fuga, já às 19 horas.
Os suspeitos começaram a ser descobertos ainda ontem. No início da tarde, foram presos, no Jardim Leonor (Zona Oeste), Cícero Moura do Nascimento, de 27 anos, e Valter Teodoro Farias, de 26. De acordo com o delegado do 5º Distrito Policial (DP), Édmo Ermenegildo, Nascimento foi reconhecido pelas vítimas, enquanto Farias foi indiciado por receptar mercadoria roubada. ''A PM recebeu denúncia e foi até a casa de Valter, onde foram localizados TV, DVD, celulares, aparelho de som e toca-CD, além de uma espingarda e uma garrucha'', afirmou. Com Nascimento foi localizada outra espingarda. Ainda conforme o delegado, duas casas vizinhas as da dupla abrigavam parte dos produtos furtados, mas ninguém foi localizado bem como os R$ 600 levados das vítimas.
Farias negou participação no esquema e garantiu não saber que o material era produto de furto. ''Pediram para eu guardar as coisas lá em casa, dizendo que pegariam na manhã seguinte'', alegou, sem, contudo, citar nomes. Nascimento também refutou a suspeita. ''Não participei de nada e não tenho arma'', resumiu. Os dois estão presos no 5º DP.


