Grupo inglês quer administrar aeroporto
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segunda-feira, 28 de agosto de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O novo aeroporto de Maringá, que entra em operação em meados de setembro, pode ganhar mais 600 metros de pista e equipamentos ILS para procedimentos de vôo com mais segurança. Os benefícios serão imediatos se a prefeitura aceitar a proposta da empresa inglesa Wiggins, que pretende administrar o aeroporto através de concessão do município. Mais pista e o ILS são exigências do Ministério da Aeronáutica para transformar o novo aeroporto de Maringá em internacional, explica o secretário de Governo da prefeitura, José Vieira.
A proposta dos ingleses, no entanto, não é de incluir Maringá em vôos internacionais mas sim dotar o Estado das condições exigidas pelo mercado do Cone Sul. O novo aeroporto de Maringá e o Paraná são pontos de extrema importância em relação ao Mercosul, explica o secretário Alex Beltrão, de Assuntos Estratégicos. Ele acompanhou a viagem dos ingleses, e hoje estará em Brasília para discutir a intenção do grupo Wiggins com o Comando da Aeronáutica.
Além do aeroporto de Maringá, os diretores do grupo visitaram também os aeroportos de Foz do Iguaçu e o Afonso Pena, em São José dos Pinhais. O presidente do grupo Wiggins, Oliver Iny, acha que o Paraná está investindo no rumo correto para atrair investimentos. Ele acredita que o aeroporto de Maringá tem condições de ser um dos principais pontos de distribuição de mercadorias do Mercosul. Precisamos ser competitivos em relação às demais regiões do País, e podemos ter a oportunidade nas mãos agora, disse Beltrão.
Ele afirma que o governo vê o Estado e em especial Maringá como regiões que podem ser conectadas diretamente com outros países de importância econômica. O que atrairia ainda mais investimentos nas áreas de transformação. Os ingleses gostaram do que viram aqui, e estão em condições de apostar no potencial do Paraná, afirmou. A forma de concessão e a administração do novo aeroporto de Maringá, explica o secretário, serão discutidas e definidas apenas se houver um acordo entre as partes. Estamos abertos a correr riscos se houver uma parceria, disse Iny.
O presidente do grupo e outros três diretores, que já visitaram mais de 200 aeroportos em 20 países, classificaram o de Maringá como de primeira classe. A administração, por enquanto, será feita por uma autarquia criada pela prefeitura, a Terminais Aéreos Maringá.


