Grupo Honre soluciona 86% dos casos de homicídios antigos na capital
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de novembro de 2012
Agência Estadual de Notícias 
Criado em março do ano passado para investigar inquéritos anteriores a 2008 ainda abertos, o Grupo de Homicídios Não Resolvidos (Honre) resolveu 86,11% dos crimes que aguardavam solução em Curitiba. Quando o grupo foi criado, eram 3.600 casos não solucionados. Hoje, restam 500. "A rapidez para solucionar os inquéritos se deve à estrutura montada, com cinco policiais e dois escrivães, divididos em duas equipes", afirma o coordenador do Honre, delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Homicídios da capital.
O Honre tem a preocupação de elucidar casos que já foram investigados, que estão com os inquéritos policiais instaurados e sem solução há mais de quatro anos. Se o caso não for solucionado, o inquérito é encaminhado para o Ministério Público do Paraná.
O grupo funciona na Delegacia de Homicídios e, de acordo com Recalcatti, pode contribuir também para a solução de casos mais recentes. "Às vezes, um caso atual pode ajudar em um inquérito antigo e vice-versa", diz o delegado.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius da Costa Michelotto, iniciativas semelhantes podem ser adotadas para solução de inquéritos em outras cidades. "Nas cidades do interior onde há Delegacia de Homicídios Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Londrina , nós pretendemos também instalar o Honre", disse.


