Grupo foi criado no hospital em 2001
Londrina - O comerciante Paulo Bortoni, 45 anos, perdeu sua esposa em maio deste ano. Heloísa Fabiano começou a se tratar de um câncer em 2000, se curou em 2005, mas em 2010 teve um outro tipo de câncer, foi submetida a oito cirurgias antes de ser encaminhada à equipe de cuidadores paliativos do Hospital de Câncer de Londrina. "Tivemos a grata satisfação de sermos atendidos em casa. O mais importante foi o carinho e a compreensão nos 30 dias. Essa equipe não olha para cor, raça e não quer saber se a pessoa tem dinheiro ou não. Meu filhos viram a mãe passar os últimos dias de vida sem sofrimento", destacou.
O chefe da equipe de cuidados paliativos, Marcos Silveira Lapa, destacou que a dor é apenas uma esfera do sofrimento dos pacientes nessa fase avançada de doença. "Não é só aspecto físico, mas existem também os aspectos sociológico, espiritual e psicológico que também afetam e ajudam a piorar a intensidade da dor e precisam ser abordados de uma forma global, por isso o trabalho da equipe multidisciplinar. Somos em quatro médicos, uma enfermeira exclusiva, uma psicóloga, um técnico de enfermagem, uma fisioterapeuta, uma nutricionista e uma fonoaudióloga", relatou.
A equipe de cuidados paliativos foi criada no HCL em 2001. "O serviço se estruturou em 2008 com o meu antigo chefe Luiz Fernando Rodrigues. Eu assumi em 2011 e desde então temos aumentado bastante o tratamento em todas as esferas do atendimento: internação domiciliar, internação hospitalar e atendimento ambulatorial", enumerou. (V.O.)





