Grupo Fera também faz investigação
Grupo Fera também faz investigação
O Grupo Força Especial de Repressão Antitóxicos (Fera) começou ontem as primeiras investigações sobre as denúncias de que os envolvidos no assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, sejam traficantes de drogas em Almirante Tamandaré. De acordo com o delegado titular do Grupo Fera, Adauto de Oliveira, as denúncias foram feitas anonimamente. Um pequeno relatório sobre o assunto também faz parte das investigações preliminares. Este é um assunto sério e que iremos investigar com rigor, declarou ele.
De acordo com as denúncias, o funcionário público Antonio Martins Vidal (conhecido como Tico), que atuava como guardião numa escola municipal de Almirante Tamandaré e que foi citado por Edson Farias autor confesso do disparo que matou Donha como sendo o mandante do crime, teria envolvimento com o crime organizado no município. Nós vamos investigar e checar todas as informações que nos foram repassadas. Não temos nada ainda de concreto sobre o assunto, afirmou Oliveira.
O caso de Almirante Tamandaré será apenas uma das investigações que começaram a ser realizadas ontem pelo Grupo Fera. Outras 60 pessoas supostamente envolvidas com o crime organizado na Grande Curitiba estão sendo averiguadas.
O advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende Vidal, disse ontem que não existe qualquer prova do envolvimento de seu cliente com a morte de Donha. As pessoas estão acostumadas a falar demais e nunca apresentam as provas. Quem acusa, tem que provar, defendeu ele. De acordo com Figueiredo Basto, existe uma tentativa política de envolver Vidal com o crime organizado. Estão forçando um crime político que não existe. São políticos caídos e decaídos da história do Paraná e que querem se reerguer às custas do sofrimento da família do Donha, declarou o advogado.
Basto questionou ainda o depoimento de Edson Farias. De acordo com ele, Vidal não tinha qualquer relação de amizade com o assassino de Donha. Tenho informações de que Farias teria matado o irmão do Vidal. Ele jamais contrataria este tipo de gente para qualquer tipo de serviço. O depoimento deste menino é confuso e infundado, argumentou.
Ontem a Delegacia de Homicídios iria fazer a acareação de Edson Farias e Antônio Vidal. Sem autorização para que Farias deixasse a prisão, o trabalho teve que ser adiado. (L.P.)





