Curitiba

Kraw PenasVisita de ontem foi ao Colégio Bom Jesus, onde há três meses policiais prenderam traficante que vendia maconhaOs policiais do grupo Fera, criado há dois meses para combater o tráfico de drogas no Paraná, já visitaram cerca de 60 escolas em Curitiba para orientar os alunos quanto aos malefícios das drogas. ‘‘Públicas ou privadas, municipais ou estaduais, todas têm problema de droga nas imediações e até dentro das salas de aula’’, afirma o delegado-chefe e criador do grupo Fera Adauto Abreu de Oliveira.
Ontem, o grupo esteve no Colégio Bom Jesus, que está realizando durante esta semana uma campanha antidrogas. Há cerca de três meses, a polícia prendeu um traficante que estava vendendo maconha a alunos do Bom Jesus nas proximidades da escola.
Ameaça - ‘‘Todas as faixas etárias e sociais estão comprometidas com o problema. Pais de todas as classes têm filhos se prostituindo, furtando ou praticando atos de violência para conseguir a droga’’, observa o delegado Adauto de Oliveira, que há oito meses trabalha na Delegacia de Antitóxicos.
Segundo ele, uma das dificuldades para combater o uso de drogas nas escolas é a falta de comissários de menores acompanhando a ronda dos policiais. ‘‘Já solicitamos ao Juizado da Infância e Adolescência a presença de comissários, mas ainda estamos aguardando uma resposta’’, disse.
O grupo Fera, que é subordinado ao delegado geral da Polícia Civil, Artur Braga, conta com apenas 12 policiais para a atuação em todo o Paraná. O delegado pretende dobrar o número de integrantes, mas admite que há poucos policiais para controlar o problema. ‘‘Ainda estamos muito longe do ideal’’, comenta. Os policiais do grupo recebem treinamentos especiais sobre abordagem, invasão de edificações, transposição de obstáculos, entre outros tópicos. O grupo também conta com um setor de inteligência, responsável por serviços de coleta, análise e divulgação de informações sobre o tráfico de drogas.
Segundo o delegado, a principal porta de entrada das drogas no Paraná é o Mato Grosso do Sul, mas há muita mercadoria que vem do Paraguai, São Paulo e Santa Catarina (Itajaí e Joinville, principalmente).
A droga mais utilizada em Curitiba continua sendo a maconha, mas a polícia tem notado um crescimento de casos com cocaína nos últimos dois anos. O consumo de crack, segundo o delegado do grupo Fera, ainda não está disseminado na cidade, ‘‘mas vai chegar e se instalar e é muito mais danoso que a maconha e a cocaína’’.
Denúncias e informações sobre o tráfico de drogas podem ser feitas ao grupo Fera pelos telefones (041) 342-6713, 200-1441 ou 972-1265.

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