Em protesto contra a crise econômica brasileira, manifestantes queimaram ontem à tarde em Curitiba uma bandeira dos Estados Unidos em frente ao prédio do Banco Central. O ato público marcou a abertura da Jornada em Defesa do Brasil, criada por partidos de oposição, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e entidades estudantis. O questionamento da passeata foi a ingerência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos EUA nos assuntos do País.
A manifestação começou na Boca Maldita, no centro da capital, e seguiu pela Rua XV de Novembro, até a entrada do prédio do Banco Central. Nem a chuva que caiu quando a manifestação começava, por volta das 16h30, dispersou estudantes e sem-terra. O coordenador do MST no Paraná, Roberto Baggio, disse que a destruição da bandeira norte-americana representou a defesa do patrimônio nacional, que está sendo entregue ao capital estrangeiro pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. ‘‘O País virou colônia dos Estados Unidos e o povo tem que resgatar a sua soberania. Conseguiremos isso com essas grandes manifestações de rua’’, afirmou.
Em nota a imprensa, a CUT diz que o objetivo da jornada é denunciar a política econômica do governo federal e organizar a resistência da sociedade. ‘‘Para isto, serão realizadas diversas atividades, ressaltando a luta contra o desemprego e denunciando a política neoliberal de FHC como causadora do aprofundamento da crise que amplia a miséria no País’’, enfatiza o comunicado.Mauro FrassonPasseata questionou ação do FMI e dos EUA nos assuntos do PaísDimitri do Valle

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