Grupo faz acordo com Regional
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sexta-feira, 02 de novembro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Depois de passar quase doze horas ''acampados'' em frente à sede da 17 Regional de Saúde, no Centro de Londrina, na última quarta-feira, o grupo de familiares e pacientes que necessitam de medicamentos para o tratamento de doenças crônicas deixou o local temporariamente. A decisão aconteceu na manhã de ontem, depois de um acordo firmado entre o grupo e o diretor da 17Regional, Adilson Castro, que assumiu o compromisso de viabilizar os medicamentos de pelo menos 44 pacientes, num prazo de dez dias.
A assistente social do Ministério Público, Maria Giselda de Lima, juntamente com o relator da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Londrina, Jorge Custódio Ferreira, entregou ao diretor uma lista com os nomes dos pacientes que necessitam dos medicamentos especiais e que tiveram o fornecimento suspenso pelo governo do Estado.
''Atendemos ao pedido do diretor de suspender o protesto por um prazo de até dez dias, mas se nossa solicitação não for atendida, voltaremos com outros quatro caixões, que é para lembrar a morte das quetro pessoas que já morreram por falta de medicamentos'', comentou Custódio.
Durante toda a quarta-feira, o grupo permaneceu acampando na frente da sede da 17Regional com um caixão, velas e faixas. Após o acordo, os pacientes afirmaram que pretendem continuar o movimento e, também, abrir uma associação.
Segundo o diretor, ainda ontem ele havia entrado em contato com a Secretaria de Estado da Saúde, que deve criar uma câmara técnica para avaliar cada um dos casos para que o problema seja solucionado ''o mais rápido possível''. ''Assim que tivermos uma posição estaremos comunicando todos os pacientes. Temos pressa em solucionar esse problema'', disse Castro.


