Grupo explode caixa eletrônico dentro de supermercado
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina "A gente ouviu um barulho muito alto e uma explosão depois. Foi tudo muito rápido. Meu marido até saiu para ver o que tinha acontecido, mas a gente ficou com medo de ter tiroteio", contou uma dona de casa que mora perto do supermercado de Londrina que foi alvo de assaltantes na madrugada de ontem.
O estabelecimento comercial fica na Avenida Saul Elkind, na zona norte da cidade. Por volta das 3 horas da madrugada, o grupo acelerou um carro em direção à porta do supermercado e invadiu o estabelecimento. Em seguida, explosivos foram colocados em um dos caixas eletrônicos. Apesar dos danos ao equipamento, os assaltantes não conseguiram ter acesso ao dinheiro e nada foi levado. O supermercado funcionou normalmente na manhã de ontem. Apenas um pequeno espaço ao redor do caixa eletrônico foi isolado para não comprometer a perícia.
A Polícia Militar tentou localizar os rapazes durante a manhã, mas apenas um carro furtado na zona norte de Londrina foi encontrado próximo ao supermercado. O Monza, mesmo modelo que teria sido utilizado no crime, havia sido furtado na noite de domingo. A perícia também vai determinar se o veículo foi usado no crime.
Durante a manhã, o pedreiro Sebastião Lopes Azevedo registrou o boletim de ocorrência e foi chamado em seguida pelos policiais. "O meu carro estava em frente à casa. Não ouvi barulho nenhum", afirmou. O veículo foi encontrado com alguns danos na parte dianteira. A Polícia Civil investiga a tentativa de furto.
Este ano, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região registrou cinco ocorrências em Londrina relacionadas a caixas eletrônicos. No mesmo período, 78 explosões foram computadas no Paraná. Em dois casos no mês de março, comerciantes de Londrina decidiram deixar de oferecer o serviço aos clientes. Em um supermercado da Rua Quintino Bocaiuva, todos os equipamentos foram retirados. A mesma medida foi adotada há 15 dias pelo proprietário de um posto de combustíveis da Saul Elkind.
De acordo com o gerente do estabelecimento, Gilvan Mendes do Nascimento, os dois caixas no pátio do posto de combustíveis geravam insegurança entre os funcionários. "Eles se tornaram uma ameaça desde a tentativa de explosão. Nós já mexemos com produtos de alta periculosidade. Agregar mais esse problema ficou inviável. Foi melhor retirar e evitar problemas no futuro. A tendência é que isso aconteça em todos os lugares", avaliou. Na ocasião, o segurança foi rendido pelo grupo que chegou a colocar explosivos no equipamento, mas não detonou o material.


