Curitiba Técnicos da Sanepar, de vários órgãos do governo e de duas instituições de ensino paranaense discutiram ontem os primeiros resultados da pesquisa interdisciplinar que está sendo desenvolvida sobre a proliferação de algas no lago da barragem do Rio Iraí.
O trabalho começou quando ocorreu a intensa floração de algas, em junho de 2001. Segundo o coordenador do Projeto Interdisciplinar sobre Eutrofisação das Águas no Altíssimo Iguaçu, Cleverson Andreoli, a baixa profundidade do rio é um dos fatores que propiciaram o aparecimento das algas.
O objetivo principal do trabalho é a melhoria da qualidade da água destinada ao abastecimento público da Região Metropolitana de Curitiba. A pesquisa, que envolve cerca de 60 técnicos, deve servir de modelo para o gerenciamento de outras barragens.
Segundo a diretora de Meio Ambiente da Sanepar, Maria Arlete Rosa, alguns resultados já foram obtidos nesta primeira fase, dentre eles a identificação de espécies de vegetação ao redor do lago para impedir a erosão e o arrastamento de detritos para dentro do lago, a movimentação das algas e o repovoamento de peixes que alimentam-se das algas.
As pesquisas devem prosseguir e a conclusão desse estudo deve sair em novembro.

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