O secretário municipal de Administração de Londrina, José Araídes Fernandes, visitou a Folha acompanhado de parte da equipe responsável pela estruturação do Arquivo Público Municipal: a professora do curso de arquivologia da Universidade Estadual de Londrina Julei Mary Cornelsen, a bibliotecária Rute Campos Ribeiro e a diretora do Arquivo Público Ana Sílvia Loureiro Batista.
A visita foi para informar sobre os avanços que o Arquivo Público, criado em dezembro, está tendo em relação a outros centros brasileiros. ‘‘Muitos não sabem, mas o Arquivo Público já está funcionando na Secretaria Municipal de Obras, onde o fluxo de documentos é muito maior’’, explicou Julei.
O objetivo do trabalho é resgatar toda a história do município através dos documentos produzidos pela administração direta, atingindo todas as diretorias. ‘‘Depois, poderemos estender este trabalho para a administração indireta, para o poder legislativo e até mesmo para os cartórios’’, comentou Ana Sílvia Loureiro. Ela lembrou, porém, que para que isso aconteça são necessários investimentos e local adequado.
Uma das metas a serem atingidas no futuro é a informatização de todos os documentos (além da microfilmagem), chegando até a digitalização de mapas e plantas produzidas na prefeitura. ‘‘Tudo isso sem eliminar os documentos em papéis. Há certos documentos que pela lei precisa ficar arquivado 99 anos. Mas as pessoas acabam jogando fora por desconhecimento ou para abrir espaço nos arquivos’’, informou Ana Sílvia.
A expectativa da equipe, composta de aproximadamente 15 pessoas, entre funcionários da prefeitura e da UEL, é que o trabalho seja apresentado pela professora Daíse Aparecida de Oliveira no Fórum Internacional de Arquivo Público, a ser realizado no mês de setembro em Sevilha, na Espanha. Com a apresentação da experiência de Londrina – que é um dos destaques na América Latina – existe a possibilidade de órgãos internacionais financiarem por cinco anos os trabalhos de implantação do Arquivo, liberando até US$ 20 mil anuais.

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