Conhecer o Código de Trânsito Brasileiro é fundamental para ciclistas e motoristas conviverem pacificamente no trânsito e, assim, evitarem acidentes. A ONG Bike Anjo, que atua no Brasil inteiro e tem representantes em Londrina, ensina pessoas a andarem de bicicleta e também divulga informações e orientações para fazer o uso seguro deste meio de transporte na cidade. "O código de trânsito é bem claro sobre direitos e deveres de ciclistas e motoristas", afirma o funcionário público Mário Luiz Trevelin Júnior, um dos voluntários do Bike Anjo em Londrina.

Para ciclistas trafegarem em segurança, algumas dicas não podem ser ignoradas. A primeira delas é nunca pedalar nas calçadas. "Se não dá para usar a rua, a orientação é desmontar e empurrar a bicicleta pela calçada", diz.

Nas ruas, a bicicleta deve andar sempre no fluxo dos carros, de preferência à direita, ocupando o mesmo espaço que os veículos. "Andar na sarjeta é perigoso, pois em caso de queda, o ciclista pode bater a cabeça na calçada", alerta. Sinalizar sempre que for fazer conversões é outro comportamento esperado.

Usar capacete sempre é uma dica que os "anjos" não cansam de repetir, pois o acessório pode evitar ferimentos graves. Bicicletas sinalizadas com luzes ou acessórios refletivos também são um fator a mais de proteção aos ciclistas. "Prestar atenção no trânsito e agir com prudência são requisitos fundamentais para não se envolver em acidentes", reforça.

Aos motoristas, Trevelin pede que "não sejam egoístas". Ele relata que é comum os carros se aproveitarem da vantagem mecânica para ocuparem espaços dos ciclistas, o que acaba criando situações de risco. Este comportamento também infringe a lei. "O código de trânsito é claro. O motorista tem que ficar a um metro e meio de distância do ciclista na ultrapassagem. É preciso lembrar que lugar de bicicleta é na rua e não na sarjeta ou na calçada", ensina.

Outra imposição da lei é que os carros sempre devem dar preferência às bicicletas. "É comum o carro precisar fazer uma conversão e fechar o ciclista. Isso é muito perigoso, mas infelizmente acontece com frequência", critica ele, que também faz parte do coletivo Movi Londrina, uma organização de ciclistas que se uniu para cobrar participação dos usuários de bicicletas na discussão do novo Plano de Mobilidade de Londrina. "Estamos formalizando uma comissão junto ao Ippul para fazermos parte do debate e até já iniciamos a elaboração da pauta", relatou.

Para o grupo, umas das principais demandas do plano é a ampliação das ciclovias. Conforme Trevelin, o plano atual previa a construção de 308 quilômetros de vias exclusivas para bikes no município até 2018, mas só foram feitos 40 quilômetros. "Também defendemos transporte público de qualidade para desafogar o trânsito de carro na ruas. Educação para o trânsito também é importante, se houvesse isso, a discussão nem seria necessária", pondera.

mockup