O grupo dissidente da Associação das Esposas de Policiais Militares de Londrina, que continuou o movimento por mais 24 horas mesmo após a entidade concordar em desbloquear a entrada da sede do 5º Batalhão na última sexta-feira, se reuniria na noite de ontem para definir a estratégia para prosseguir na campanha pela volta do pagamento da gratificação da gratificação especial para os praças.
Na pauta também estava a discussão sobre a filiação do grupo na associação e a consequente formação de uma chapa paraconcorrer à presidência da entidade. Outra alternativa seria a fundação de mais uma entidade de representação.
Elas receberam vários convites para participar dos focos de resistência do movimento em outras cidades do Interior e na Capital do Estado. Segundo Vera Lúcia Rubbo, as esposas decidiriam se iriam acompanhar ou não uma passeata marcada para hoje em Maringá, além de analisar outro convite, a ida em caravana para acampar em frente a quartéis em Curitiba. O grupo está reforçado de mulheres de outros municípios do Norte do Estado.
Outra possibilidade, mais remota, segundo a líder das dissidentes, é a volta do bloqueio na entrada do quartel em Londrina. ‘‘Estamos unidas e queremos de alguma maneira continuar o movimento, mesmo sem respaldo da associação’’, argumentou Vera Lúcia.
De acordo com Elair Beleti, vice-presidente da associação, a entidade deve publicar nos próximos dias um edital convocando as eleições. O mandato da atual diretoria (a duração é de 24 meses) acabou em dezembro, mas foi prorrogado com a concordância das 200 filiadas. O racha do movimento antecipou a necessidade de nova eleição.
A associação foi fundada em 10 de dezembro de 1989 e é a única do gênero registrada no Estado. Segundo Elair, a convocação, a eleição e a posse deve consumir no máximo três semanas. Para ela, haverá bate-chapa pois não há nomes de consenso nem entre os filiados, nem no grupo dissidente.

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