O grupo de estudo formado para desenvolver uma proposta de implantação de um centro de tratamento para queimados, em Londrina, deverá se reunir amanhã para definir alguns detalhes do projeto a ser enviado ao Ministério da Saúde. O projeto deveria estar pronto hoje, quando completa um mês do encontro realizado na Câmara de Vereadores, que definiu a necessidade de se implantar um centro para queimados no município. Porém, o grupo deverá apresentar a proposta somente no início de julho.
  A assessora de Planejamento da Secretaria de Saúde, Rosângela Libanori, explicou que o grupo precisa tomar algumas definições, como a quantidade de leitos postulada para o centro de tratamento. A princípio, seriam oito leitos, mas existe a possibilidade dessa quantidade ser aumentada. Para o caso de oito leitos, a manutenção mensal custaria entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. ‘‘Mas um centro de queimados implica em ampliação de leitos da UTI e hospitalares, já que os pacientes ficam muito tempo internados em tratamento’’, frisou.
  Rosângela acrescentou que outra questão que precisa ser definida é sobre a presença de uma câmara de pressão hiperbárica no centro, que seria utilizada principalmente para impedir que bactérias circulem pelos leitos e causem infecção hospitalar. Além disso, a câmara também seria mais eficiente na cicatrização das queimaduras. ‘‘O problema é que o custo dessa câmara é muito alto’’, observou.
  O vereador e médico Tercílio Turini (PSDB), que participou da reunião com representantes dos hospitais, da Secretaria Municipal de Saúde e da 17ª Regional de Saúde, disse que o projeto exige um estudo minucioso do grupo de trabalho, por isso os membros terão mais 15 dias para conclusão da proposta. Em seguida, segundo Turini, será definida a parte política do projeto. ‘‘Já passou do tempo de Londrina contar com um centro de queimados’’, ressaltou.
  A doméstica Rosana Bitencourt, 21 anos, espera com ansiedade a implantação de um centro de queimados no município. Em dezembro do ano passado, ela teve 45% do corpo queimado, quando esquentava a mamadeira da filha sobre uma lata com álcool. Ela viaja com freqüência para Curitiba, onde passa por tratamento no Hospital Evangélico, o único do Estado apto a atender pacientes vítimas de queimaduras. ‘‘É muito complicado ter que ficar viajando nessas condições’’, reclamou a mulher, que deverá passar por uma cirurgia de enxerto no braço.

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