Grupo denuncia Guarda Mirim
Um grupo de adolescentes de Foz do Iguaçu acusou ontem a diretoria da Guarda Mirim (GM) de ter cometido abuso de poder e pressão psicológica no último dia 1º. A denúncia foi entregue ao Centro de Direitos Humanos (CDH), que protocolou um requerimento no Ministério Público. O CDH pede o afastamento imediato dos funcionários envolvidos, além de responsabilização administrativa, civil e criminal.
O caso começou após o furto de R$ 156 guardados na bolsa de uma professora da GM, que estava na sala dos funcionários. A educadora levou o problema até a presidente da GM, Solange Pinto Soprani. Diante dos jovens presentes, ela pediu para o autor do ilícito entregar o dinheiro. A entrega, no entanto, não ocorreu.
Segundo o grupo de 10 jovens e um funcionário, cujos nomes não foram divulgados pelo CDH, a presidente utilizou de mecanismos psicológicos para conseguir a confissão. Depois, ela teria ordenado que os cerca de 80 meninos e 30 meninas, de 14 a 17 anos, ficassem nus nos banheiros, onde seriam revistados.
Apesar da averiguação, o dinheiro não foi encontrado. Os adolescentes tiveram que permanecerdas 17 (horário final do expediente) às 19 horas no prédio, garantiu Pedro Garcia Ruiz Sobinro, representante do CDH.
O ocorrido é um desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Alguns foram ameaçados fisicamente, afirmou, frisando que pediu ainda mudanças no plano de atuação da entidade.
A presidente da Guarda Mirim confirmou o furto dos R$ 156 e da revista, porém negou qualquer uso de mecanismos psicológicos ou constrangimentos para garantir a devolução do dinheiro.
Conforme Soprani, os meninos que fizeram a denúncia ao CDH não estavam na instituição no dia primeiro, tornando a história mentirosa, sem credibilidade.
Sobre a revista, ela disse que os próprios adolescentess concordaram em serem revistados a fim de evitar suspeitas. Não houve constrangimento, nem humilhação. Cada menino e menina foi revistado individualmente pelos supervisores. Os funcionários também foram revistados, só que pela Polícia Militar , disse.
Ela contou que o exame acontece sempre quando há uma suspeita, inclusive de drogas ou armas. Existem jovens de várias origens. Alguns não podem falar por todos, finalizou, criticando o CDH por nunca ter visitado a entidade antes de fazer a denúncia.





