Grupo de voluntários avalia contaminação do Rio Jacaré
Voluntários registraram, anteontem, a depredação do Rio Jacaré em Joaquim Távora (50 km ao sul de Jacarezinho). O grupo composto por cerca de 90 pessoas mapeou cerca de 70 quilômetros do rio, desde a nascente, em Siqueira Campos, até próximo ao limite do município de Santo Antônio da Platina. O rio abastece as cidades de Joaquim Távora e Jacarezinho.
Divididos em 12 grupos, os voluntários visitaram as margens do rio em vários pontos para avaliar o prejuízo da poluição. Eles fizeram relatórios, fotografaram e filmaram os locais para registrar a gravidade dos problemas. Foram analisados o desmatamento da mata ciliar e a contaminação da água pela poluição.
A excursão teve o acompanhamento de representantes do Ministério Público e da Polícia Civil de Joaquim Távora. O trabalho foi amparado pelas normas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Foram constatadas a falta de cuidado dos proprietários das terras próximas às margens do rio e da ausência de tratamento do esgoto sanitário de Quatiguá que, segundo os coordenadores, é despejado in natura no rio.
Os relatórios serão encaminhados ao Ministério Público para sejam tomadas providências. Segundo o coordenador da campanha, o delegado da Polícia Civil Júlio César de Sousa, o objetivo é criar uma organização não-governamental (ONG) para fiscalizar e impedir que o rio continue a ser contaminado.
Esta é a segunda ação do movimento de voluntários. A pouco tempo um depósito de lixo doméstico que ficava em uma área ambiental foi desativado. Segundo Sousa, a área será recuperada e utilizada como espaço verde. O objetivo é que a área seja integrada ao Vale da Pirambeira para criação de uma área turística de visitação pública, disse.





