O coordenador do Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo, o promotor Paulo Tavares, destacou que o racismo estrutural faz o branco praticar o racismo sem notar e, muitas vezes, o negro não percebe estar sendo vítima de racismo. "A luta contra o racismo não é uma luta dos negros. É uma luta também dos brancos. Todos devem se perguntar 'enquanto branco, preto e pardo, o que eu faço para desconstruir o racismo?' O racismo se naturalizou ao longo dos anos no Brasil e as ações afirmativas romperam com isso."

O GT de Combate ao Racismo foi criado há seis anos e as reuniões acontecem a cada dois meses no Ministério Público em Londrina. Eventualmente, os encontros são realizados fora da promotoria. "O GT contribuiu muito para que a casa do Neab fosse construída, que é um espaço de sociabilidade e que abriga o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros, um espaço de estudos, de pesquisa e de ações de extensão", explicou a coordenadora do Neab, Maria Nilza da Silva. Além da UEL, o GT abriga representantes de várias instituições públicas e privadas e as reuniões são abertas a toda a comunidade. (S.S.)

mockup