O grupo de aproximadamente 600 sem-terra e assentados de Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Cantagalo, que havia ocupado as agências do Banco do Brasil e Banestado, de Laranjeiras do Sul (109 quilômetros a oeste de Guarapuava), na quinta e sexta-feira, deixaram as agências anteontem por volta das 21 horas.
A ocupação das agências foi realizada depois que o Incra não cumpriu o acordo de que os recursos para custeio das lavouras seriam liberados para a Cooperativa de Crédito Credtar, que é vinculada à Cooperativa dos Trabalhadores Rurais e Reforma Agrária da Região Centro-Oeste do Paraná (Coagri). Além disso, eles também reivindicavam liberação de recursos para alimentação e fomento, aprovação de projeto para aquisição de insumos, desapropriação de mais terras para assentar as famílias excedentes da Fazenda Pinhal Ralo e repasse de verbas gastas pela Coagri para a reconstrução de Nova Laranjeiras, que foi destruída em consequência de um vendaval ocorrido em maio.
Os manifestantes prometiam permanecer nas agências até que tivessem as reivindicações atendidas. Porém, acabaram desistindo do protesto sem serem atendidos. Eles exigiam a presença de funcionários do Incra para negociações, mas o Incra não enviou funcionários ao local.
O gerente geral do Banco do Brasil, Cesar Poletto, ressaltou que apesar dos momentos de tensão pelos quais passaram os funcionários da agência, não houve incidentes durante os dois dias de protestos. ‘‘Apesar das foices e facões que eles faziam questão de mostrar o tempo todo, não houve nada de maior gravidade. Eles acabaram saindo antes de notificarmos o MST com a nossa reintegração de posse’’, disse Poletto.
No escritório regional do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST), em Cantagalo, ninguém da coordenação foi encontrado pela Folha para falar sobre o motivo da desistência do protesto.

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