Grupo de policiais é preso por roubo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de novembro de 1998
Guilherme Vieira 
Uma quadrilha liderada por três policiais militares é acusada pelo furto de folhas de cheques da Seção de Execução e Auxílios Sociais da Assembléia Legislativa, em Curitiba, no dia 23 de outubro. A polícia chegou aos autores do crime depois que eles depositaram quatro cheques, que somavam R$ 460 mil, em uma conta fantasma em uma agência do HSBC Bamerindus, em São José dos Pinhais.
ReproduçãoFrank Roberto Abitante
A descoberta foi feita por policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas depois de 26 dias de investigações. Eles concluíram que o furto foi realizado pelos soldados Alexandre Bartoski Neto, Joel Augusto Teixeira de Lara e Agnaldo Silva, integrados à Companhia Independente de Polícia de Guarda que faz a segurança da Assembléia. À noite, enquanto Teixeira deu cobertura, Bartoski e Silva entraram pelos fundos e levaram os cheques, disse o delegado.
O caso começou a ser resolvido quando a instituição bancária desconfiou dos cheques de alto valor e comunicou à Assembléia Legislativa. A polícia foi acionada e concluiu que o professor de lutas marciais Frank Roberto Abitante, Emerson Leão Diacovo, Jocélio de Carvalho Iohanson e Waldemiro Polchlopeck Neto abriram contas fantasmas.
ReproduçãoJocélio de Carvalho IohansonTodos foram presos ontem, exceto Polchlopeck, que continua desaparecido. Os outros dois policiais envolvidos foram presos depois do depoimento do soldado Barstoski, que acabou confessando o nome dos envolvidos.
Segundo o delegado Hamilton da Paz Junior, os sete acusados vão responder a processos por furto, formação de quadrilha e estelionato, podendo ser condenados a oito anos de detenção. A situação do professor de artes marciais Frank Roberto Abitante é mais complicada, porque tinha 52 gramas de cocaína.


