Os donos de armazéns e silos instalados em Paranaguá devem ser chamados, ainda esta semana, para receberem novas orientações sobre prevenção de acidentes. A reunião será marcada pela presidência do grupo do Plano de Ajuda Mútua (PAM) do Porto de Paranaguá e acontece depois da explosão de um dos armazéns da exportadora Comércio e Indústria Brasileira (Coinbra), no último dia 16. O armazém, localizado no corredor de exportações do porto, tinha 10 mil metros quadrados e foi totalmente destruído. No PAM, participam integrantes do Porto de Paranaguá, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Prefeitura de Paranaguá e entidades de classes.

O presidente do órgão, José Maria Gomes, disse que a decisão de marcar uma reunião foi do Corpo de Bombeiros. ''Há uma preocupação com relação ao sistema de ventilação e exaustão dos silos e armazéns da cidade'', complementou o capitão Luiz Henrique Pombo do Nascimento.

O capitão informou que atualmente a corporação não inclui o sistema de ventilação entre os itens de vistoria dos estabelecimentos. ''No acidente da semana passada, existe a suspeita de que o acúmulo de poeira dos grãos causou a explosão. Por isso, é preciso que este item seja verificado'', disse. Um laudo do Instituto de Criminalística de Paranaguá deve sair dentro de 15 dias.

O capitão Pombo afirmou que os bombeiros não vão rever o cronograma de vistorias dos quase 30 silos e armazéns da cidade. ''Esperamos conscientizar os donos desses estabelecimentos para que eles revejam o sistema de segurança'', disse.

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