Um grupo de 30 espanhóis está em Maringá para acompanhar o trabalho desenvolvido pela Organização Não-Governamental (ONG) Esplai Montinho. A entidade funciona há três anos na cidade e atende crianças e adolescentes do Conjunto Santa Felicidade e pessoas que vivem nas ruas. Ontem, eles desenvolveram atividades na Praça da Catedral de Maringá.
O grupo é formado por educados que atendem na ONG espanhola. Eles vieram até Maringá para ver o trabalho desenvolvido na cidade e trocar experiência com os educadores brasileiros. Todos trabalham voluntariamente no projeto e o maior objetivo é levar informação para crianças e adolescentes.
A ONG existe em várias cidades da região da Cataluna, na Espanha. No Brasil, está instalada em Maringá, Maceió, Rezende e no Rio de Janeiro. O grupo ficará na cidade até a amanhã e depois viaja para o Rio de Janeiro. Uma das educadoras, Critina Puig, está há um ano em Maringá e explica que o projeto funciona desde 2003. ''Um grupo de brasileiros foi para Espanha e nos interessamos em fazer essa parceria. Escolhemos Maringá pelas informações que tivemos da cidade'', revela.
Segundo ela, o projeto é desenvolvido fora do horário escolar. Assim, as crianças não ficam pelas ruas do bairro. A ONG desenvolve oficinas de violão, bordado e artesanato, jogos educativos e brincadeiras. A entidade ainda leva informações para moradores de rua.
O educador espanhol Guilherme Plans faz parte do grupo que está visitando a cidade. Para ele, essa interação é muito importante para troca de experiência. ''Todos estamos nas casas dos meninos e meninas atendidos pela ONG. Estamos aqui vivendo a realidade deles para quem sabe ajudar a melhorar tudo no futuro'', argumenta.
Ele lembra que um fato importante é que a sede da ONG fica dentro do bairro. Isso ajuda muito e mostra a todos que existe um interesse em ajudar. Plans explica que a entidade se mantém com doações feitas por patrocinadores espanhóis e como todos os educadores são voluntários, é possível dar andamento aos projetos. ''Todos em outras atividades. Estudam e trabalham, mas também fazem o trabalho voluntário'', explica. Em Maringá, apenas uma pessoa recebe salário mensal para cuidar da sede.
Plans ainda lembra que os voluntários estão pagando do bolso pela viagem ao Brasil e o objetivo maior é sempre levar informação as comunidades mais necessitadas.

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