Telma Elorza

Paulo WolfgangCrime inafiançávelOs animais estavam sem a barrigada; caçador preso disse que matou os animais para dividir a carne A Polícia Florestal de Londrina prendeu, por volta das 10 horas de ontem, seis pessoas envolvidas em caça ilegal na região rural de Jataizinho. Com os caçadores foram apreendidas três carcaças de capivaras, uma espingarda calibre 28 e um rifle calibre 22, munição e uma faca. Esta foi a primeira grande apreensão de caça ilegal com prisão em flagrante no Paraná este ano. Os caçadores, dois deles menores, foram encaminhados ao plantão da Polícia Federal, em Londrina. O crime é inafiançável.
Segundo os soldados da Polícia Florestal Marinaldo Rolin de Toledo e Heber Daniel Cardoso, que efeturam a prisão, uma denúncia anônima bastante detalhada levou a patrulha até a região conhecida como Couro de Boi, às margens do Rio Jataizinho. O ensacador Jair de Farias, 47 anos; o estudante Denoir Aleixo, 18 anos; o entalhador José Carlos Vendrameto, 46 anos; e o bóia-fria Walter de Faria, 43 anos; além do menores F.J.F., 16 anos, e C.E.V., 17 anos, não reagiram contra a ordem de prisão.
‘‘Embora um estivesse com a espingarda na mão, não houve problemas’’, disse Toledo. Mesmo assim, a patrulha teve que pedir auxílio à Polícia Militar de Jataizinho para transportar os seis presos a Londrina. As três capivaras foram encontradas já sem a barrigada.
Segundo o ensacador Jair de Faria, ele e o estudande Denoir Aleixo não estavam participando da caçada. ‘‘Nós fomos juntos para pescar, nem mexemos com as armas. O feixe de vara ficou lá na ponte, está lá para provar’’, garante. José Carlos Vendramento alegou que acreditava que a caça havia sido liberada. ‘‘Vi um anúncio (sic) na TV dizendo que estava liberado se fosse para comer. Então fui lá pegar alguma coisa. Ia dividir a carne com o pessoal todo’’, justificou.
Segundo o sargento Albino, da Polícia Florestal, os quatro adultos foram atuados por porte ilegal de armas e por caçar animais da fauna silvestre, em desobediência do artigo 1º da lei 5197/67, com multa de 687,72 UFIRs (R$ 660,96) para cada um, além de responder inquérito policial, no qual podem pegar penas que vão de dois a cinco anos de prisão. Os dois menores seriam encaminhados para um órgão de atendimento ao menor infrator, ainda não definido até fechamento desta edição.
Os animais abatidos foram encaminhados para as câmaras frigoríficas da Acesf, onde ficaram até serem submetidos à perícia. ‘‘Depois vamos ter que incinerá-los. As carcaças ficaram muito tempo expostas ao calor e não servem mais para o consumo humano’’, explicou o sargento.

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