Grupo de apoio é alternativa para tratar neuroses
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terça-feira, 02 de maio de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Você tem medo de sair de casa, ficar sozinho ou dirigir? Então, seu problema pode ser algum tipo de neurose. As soluções mais comuns são os tratamentos psiquátricos, que podem incluir o uso de medicamentos. Mas também há quem tente inovar. Enquantos uns buscam terapias alternativas, como acupuntura, outros apelam para a religião.
Um modelo inovador para o combate às doenças que afetam o comportamento, no entanto, está disponível há dois meses em Londrina. Baseado na experiência dos Alcóolicos Anônimos (AA), os grupos de apoio dos Neuróticos Anônimos (NA) apostam na troca de experiências para a superação de problemas como angústia, insônia, depressão e solidão.
O grupo Novos Horizontes já realizou oito reuniões em Londrina, que atraíram uma média de 12 participantes. Os encontros são abertos para a comunidade e de graça. A instituição é apolítica e não discrimina diferentes crenças religiosas, explicou Marcos (nome fictício), um dos líderes do NA em Londrina.
Um estudo publicado em 1972 pelo Journal of Mental Health, dos Estados Unidos, indica que 95% da população mundial sofrem com algum tipo de neurose. Pode ser um grau leve, com o da pessoa que tem mania de roer as unhas, por exemplo, ou mais grave, como quem abusa da bebida, do álcool ou do jogo, exemplificou.
Marcos explicou que as doenças emocionais são causadas pelas próprias pessoas, em conseqüência do egoísmo, falta de amor e de humildade. Salientou ainda que o grupo não usa a palavra neurose no sentido científico, mas considera neurótica qualquer pessoa cujas emoções interferem no seu comportamento de qualquer forma e em qualquer grau, segundo ela mesma reconheça.
Outra orientação é para que a pessoa que está fazendo algum tipo de tratamento não interrompa se decidir aderir ao grupo. O apoio ao Novos Horizontes vem dos Neuróticos Anônimos de Apucarana, que atuam há oito anos. E um dos principais objetivos das reuniões, resume Marcos, é que as pessoas que sofrem de doenças emocionais passem a viver e deixar os outros viverem.
SERVIÇO:
Reuniões às segundas-feiras, às 20 horas, na Rua Araguaia, 584, sala 12, na Vila Nova (Área Central de Londrina).


