Grupo da UEL tenta novo encontro com Lerner
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domingo, 09 de dezembro de 2001
Maranúbia Barbosa<br>De Londrina 
Representantes da sociedade civil organizada e do comando de greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL), liderados pelo arcebispo dom Albano Cavallin, tentarão agendar uma reunião amanhã à tarde com o governador Jaime Lerner, em Curitiba. Os líderes do movimento grevista irão levar ao governo a proposta de remanejamento no orçamento, alocando recursos na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no valor de R$ 90 milhões, a fim de corrigir as distorções salariais de funcionários técnico-administrativos e professores da UEL. A reunião também pretende definir a questão do vestibular, que corre o risco de ser suspenso, caso as inscrições não sejam homologadas até quinta-feira. A greve na UEL já dura 83 dias.
A decisão de se reunir com o governador foi tomada durante o encontro realizado ontem pela manhã entre o prefeito Nedson Micheleti (PT), o presidente da Associação comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hirawa, o presidente da Sociedade Ruaral do Paraná, Francisco Galli, sindicalistas e demais membros da sociedade civil. Segundo o arcebispo, que conduziu os debates na sede da Cúria Metropolitana, com o tempo correndo contra, o vestibular e o ano letivo são prioridades. ''É preciso respeitar as milhares de famílias e os estudantes'', observou Cavalin.
O prefeito Nedson Micheleti se comprometeu a acompanhar o grupo que se deslocar a Curitiba. ''Quero ajudar''. Na opinião dele, essa semana será decisiva para pôr fim ao impasse da greve, tendo em vista o recesso parlamentar, férias e fim de ano. Apesar de acreditar que haja boas perspectivas de solução, Nesdon considera que a ''situação não é simples''. O presidente da Câmara dos Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), concorda com Nedson. Ele acha que se relmente houver possibilidade de mexer no orçamento a greve pode estar no fim.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores da UEL, César Caggiano Santos, houve uma flexibilização, tanto da parte dos grevistas quanto do governo estadual. Entretanto, para Caggiano, ''somente o governador tem nas mãos a solução para o fim da greve.''


