Grupo critica o não cumprimento de promessas
O presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto, Roberto Rodrigues, diz que os 35 boxes faziam atendimento quando tinha água e luz no Cereal que funciona na Avenida Rio de Janeiro , há cerca de 20 dias. No total são 54 espaços divididos para abrigar os produtores. ''Ninguém aguenta mais. Artesanato tem que ser vendido em praças, porque turista não entra num lugar como esse'', argumentou o artesão.
Ele ainda denunciou o não cumprimento das promessas feitas pelo prefeito Nedson Micheleti, quando os retirou da praça e os acomodou no prédio do Ceral, em 2003. ''Ele prometeu segurança, publicidade para o Cereal e a desapropriação do prédio. Já estamos na segunda gestão dele e nada foi feito'', reclamou. Rodrigues garantiu que a manifestação de ontem não tinha cunho político.
Segundo os artesãos, mensalmente o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) repassava cerca de R$ 14 mil à diretoria do Cereal para pagamento de aluguel, água e luz. Entretanto, desde janeiro, o convênio entre as duas entidades não foi renovado. ''Foi identificado problemas na prestação de contas dos anos anteriores. Não há como a Codel fazer convênio com estas pendências'', justificou o assessor do instituto, Edson Anegawa.
Rodrigues contra-argumenta que os artesãos não sabiam desta irregularidade na prestação de contas. ''Tem R$ 18 mil que ninguém sabe o que foi feito. Mas a gente não pode deixar de trabalhar por causa disso. Não fomos nós quem sumimos com esse dinheiro'', exclamou.
O assessor da Codel, por sua vez, afirma que a instituição não tem controle sobre quem deve prestar contas. ''Nós apenas esperamos a documentação. Mas posso afirmar qur foi orientado aos artesãos da diretoria que deixassem tudo regulamentado'', argumenta.
Rodrigues chegou a sugerir que os advogados da CMTU e Codel é que deveriam controlar as contas. ''Nós somos artesãos, não sabemos e nem temos que mexer com essas contas. Nós só queremos trabalhar''.(G.B.)





