Um grupo de ex-funcionários da Mercantil Internacional de Café se reuniu ontem em Maringá para cobrar a conclusão das obras da empresa. Os trabalhadores, que desde 1992 brigam na Justiça para receber os direitos, querem que o governo do Estado e o município retomem a obra, que está 70% pronta. ‘‘Quando entrar em funcionamento a Mercantil vai gerar 800 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos’’, diz Ademir Rotta, ex-funcionário da empresa e organizador da mobilização.
Os problemas com a empresa começaram em 1992, quando os 300 funcionários entraram em férias coletivas. Depois do prazo determinado pela administração, nenhuma atividade foi retomada, e os funcionários foram dispensados sem receber os direitos trabalhistas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Maringá, Epifânio Magalhães, lembra que os trabalhadores venceram na Justiça, mas não conseguem receber devido a outros processos.
Os bens da Mercantil Internacional em Maringá, avaliados em cerca de R$ 8 milhões, foram levados a leilão por diversas vezes mas não apareceram interessados. A própria empresa entrou então com mandado de segurança, alegando que os bens penhorados pela Justiça Trabalhista de Maringá já estavam como garantia na Justiça Federal.
A Mercantil deveria ser a maior torrefadora de café solúvel da América Latina, com capacidade para processar 100 toneladas ao mês. Mas o projeto foi abandonado pelo principal proprietário da empresa, Sérgio de Paula Pacheco, do Rio de Janeiro, acusado de desvio e lavagem de dinheiro de outras empresas que possui.

mockup