O grupo avícola Globoaves poderá assumir transitoriamente a unidade industrial do Frigorífico Chapecó, em Cascavel, até que sejam concluídas definitivamente as negociações de venda da unidade ao grupo argentino Macri.
Essa foi a solução alternativa proposta pelo governo do Estado para que as unidades de integração possam ser reativadas imediatamente.
O secretário da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, Eduardo Sciarra, não descartou a possibilidade de o Banestado financiar os recursos necessários para a reativação do frigorífico, mesmo que seja em caráter transitório.
Sciarra informou que 95% das negociações de venda do frigorífico Chapecó ao grupo Macri já estão concluídas, faltando apenas o aval de dois fundos de pensão que constam da lista de 13 instituições financeiras credoras do grupo Chapecó.
Pelas negociações em andamento, as instituições financeiras terão que absorver parte do prejuízo, já que a dívida do grupo Chapecó soma R$ 300 milhões e o grupo argentino ofereceu US$ 180 milhões pela negócio.
Segundo Sciarra, os grupos de pensão ainda não haviam concordado em abrir mão de receber parte da dívida.
Para Sciarra, a solução ideal seria a compra definitiva do grupo Chapecó. Mas como ainda não foi possível, ele informou que o grupo Macri não se opôs à fase de transição proposta pelas secretarias da Indústria e Comércio e da Agricultura.
A condição do grupo Globoaves é que o arrendamento, mesmo que transitório, tenha validade de no mínimo entre 60 e 90 dias, que é o período necessário para formar o primeiro lote de aves para ser abatido.

mockup